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MUNDO
Quinta-feira, 16 de Janeiro de 2014, 20h:49

EUA

Venezuela quer retomada do diálogo

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse que seu governo está disponível para retomar o diálogo com os Estados Unidos em uma base de “respeito mútuo” e caminhar para uma relação positiva. “Sobre o fundamento básico do respeito, é possível retomar os temas abordados” pelos responsáveis pelas pastas das Relações Exteriores, disse Maduro, lembrando o encontro, em junho passado, entre o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e Elías Jaua, o chanceler venezuelano. Apesar da disponibilidade, Maduro condiciona a retomada do diálogo ao fim de incidentes como a proibição do governo Barack Obama à passagem do avião presidencial venezuelano no espaço aéreo dos Estados Unidos, como ocorreu em setembro quando ele se deslocou à China. Para Nicolás Maduro, os Estados Unidos terão de entender que a Venezuela é um “país verdadeiramente independente”. Ele considerou algumas posições norte-americanas como “infantis”. A Venezuela e os Estados Unidos mantêm as suas embaixadas com encarregados de negócios depois de terem ficado sem embaixadores, no fim de 2010. Nos últimos meses, a Venezuela cancelou, em duas ocasiões, iniciativas para manter o diálogo com os Estados Unidos, em reação a comentários de funcionários norte-americanos que considerou ingerência. Os dois países voltaram a ter problemas de relacionamento em setembro, quando Nicolás Maduro expulsou três funcionários da embaixada norte-americana em Caracas por suspeita de intervenção em assuntos internos. REAPROXIMAÇÃO A aproximação entre o Brasil e o Paraguai com a visita dos ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, e das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, é considerada pelo presidente paraguaio, Horacio Cartes, “um grande gesto político” do governo da presidenta Dilma Rousseff. Segundo Cartes, seu país pode representar boa oportunidade para o Brasil desenvolver sua produção industrial. Figueiredo Machado se reuniu ontem com Horacio Cartes e com o chanceler paraguaio, Eladio Loizaga Caballero, na capital Assunção, para discutir os principais temas da agenda bilateral, com ênfase em infraestrutura. Eles também trataram da próxima reunião da Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, em Caracas, na Venezuela, que ocorrerá no fim do mês. Na segunda-feira, Fernando Pimentel reuniu-se, em Assunção, com o ministro paraguaio da Indústria e Comércio, Gustavo Leite, e com o chanceler paraguaio. Entre outras questões, foi discutido o envio de missões paraguaias ao Brasil em 2014 para apresentar o vizinho a investidores brasileiros. O comércio bilateral entre o Brasil e o Paraguai superou a cifra de US$ 4 bilhões em 2013, com aumento de aproximadamente 12% em relação ao ano anterior. Ao longo desse período, verificou-se também aumento de 14% nas exportações brasileiras e de 10% nas importações de produtos paraguaios, na comparação com o ano de 2012.

Edição EDIÇÃO 16967




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