MUNDO
Sexta-feira, 16 de Agosto de 2013, 19h:22
A
A
União Europeia fará reunião para discutir crise no Egito
RENATA GIRALDI
Da Agência Brasil Brasília
Embaixadores dos 28 países que integram o Comitê Político e de Segurança da União Europeia se reúnem segunda-feira para analisar o agravamento da situação no Egito. Eles vão discutir medidas para combater a onda de violência que atingiu o país e que, em dois dias, matou 525 pessoas, principalmente civis, em confrontos entre manifestantes e policiais no Cairo, a capital egípcia. PREOCUPAÇÃO A chefe da Diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, conversou anteontem) com várias autoridades estrangeiras. Anteriormente, ela havia condenado a violência no país e reiterado suas preocupações. Os governos do Reino Unido, da Alemanha, da França e da Holanda convocaram os embaixadores egípcios em seus países para manifestar a preocupação com a violência. A Alemanha instou as autoridades egípcias a encerrar a escalada de violência. Anteontem, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) iniciou reunião de emergência para analisar a situação no Egito. No encontro, os embaixadores dos 15 países que integram o órgão analisaram o agravamento da situação com o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon. A alta comissária dos Direitos Humanos das Nações Unidas, Navi Pillay, pediu uma investigação sobre a ação das forças de segurança egípcias. PROTESTO Milhares de islamitas em três países protestaram ontem contra o massacre durante a operação da polícia que desalojou acampamentos da Irmandade Muçulmana no Cairo, que terminaram em um massacre que deixou mais de 600 mortos. QUEDA Os islamitas egípcios protestam contra a queda do presidente deposto Mohammed Mursi, em 3 de julho. O mandatário foi retirado do poder pelos militares, que montaram um governo interino composto por liberais. Nesta sexta, convocaram novos protestos, no chamado "dia da cólera", que deixaram dezenas de mortos. TUNÍSIA Na Tunísia, cerca de 1.500 pessoas fizeram uma manifestação pacífica na principal avenida da capital Túnis, saindo da oração do meio-dia na principal mesquita da cidade. Eles protestavam contra o governo interino, a queda de Mursi e condenavam a ação militar e a postura dos Estados Unidos em relação ao massacre.