A União Europeia adotou ontem um novo pacote de diretrizes governamentais para regular o uso de scanners corporais nos aeroportos dos países do bloco. A medida ocorre em resposta às preocupações quanto à privacidade dos passageiros, que atrasaram o início do uso dos equipamentos. O encarregado da União Europeia responsável pelo setor de transportes, Siim Kallas, disse que, de acordo com as novas regras, a tecnologia será usada com garantias rigorosas para proteger a saúde e os direitos fundamentais dos passageiros. "Scanners de segurança não são uma panaceia, mas eles oferecem uma possibilidade real de reforçar a segurança do passageiro", disse Kallas. Os membros da União Europeia não são obrigados a implantar os scanners de segurança, mas se eles decidirem usá-los, terão que se adequar às condições operacionais previstas pelos padrões europeus. Sob a nova legislação, os scanners corporais não deverão salvar nenhuma das imagens e a equipe de segurança que as analisa ficará em uma sala separada do local onde a inspeção ocorre. Além disso, os passageiros precisarão ser informados e terão o direito de escolher um método alternativo para a inspeção. Para não colocar em risco a saúde e segurança dos passageiros, apenas scanners que não usem tecnologia com raio-X poderão ser usados nos aeroportos da União Europeia, informou a comissão de transportes do bloco. Os aparelhos, alguns dos quais fornecem imagens próximas da nudez dos passageiros, já são usados nos Estados Unidos e outros lugares como método mais efetivo para inspeção do que os detectores de metais. A tecnologia dos scanners, entretanto, está se desenvolvendo rapidamente e tem o potencial de reduzir as revistas manuais conhecidas como "pat-down". Os aparelhos mais novos são equipados com um software que mostra um contorno genérico de um corpo humano, com uma marca vermelha na região onde há objetos suspeitos.