NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Domingo, 21 de Junho de 2026

MUNDO
Quinta-feira, 11 de Setembro de 2014, 19h:31

11 DE SETEMBRO

Tragédia ainda está muito viva na memória

A homenagem ocorreu depois de Obama anunciar a expansão da ofensiva contra o E.I, considerada a mais nova e perigosa ameaça terrorista contra os EUA

ISABEL FLECK
Da Folhapress – Nona York
Todos os anos, no dia 11 de setembro, a portorriquenha Dolores Laguerre repete o mesmo ritual: veste uma camiseta com a foto da irmã, Diana O'Connor, compra uma rosa vermelha e segue para o World Trade Center para o evento em homenagem às 2.977 vítimas dos atentados de 2001. Desta vez, no entanto, a cerimônia ocorreu poucas horas depois de o presidente Barack Obama anunciar a expansão da ofensiva contra a milícia radical Estado Islâmico (EI), considerada a mais nova e perigosa ameaça terrorista contra os EUA. Tenho medo de que algo parecido ocorra de novo. Com tanta coisa que está acontecendo, com o que temos visto nos jornais. Eu só rezo, diz Laguerre. A irmã, Diana, trabalhava numa consultoria na Torre 2 e morreu aos 37 anos, no mesmo dia do aniversário da mãe, Maria. É sempre muito difícil. Acho que não vai passar nunca, diz. Laguerre não é a única que acha que um novo ataque como os de 2010 pode ocorrer em solo americano. Ainda fortemente abalados com as perdas tão próximas ou com a experiência vivida naquele dia e nos que se seguiram, familiares, sobreviventes e voluntários que ajudaram nos trabalhos de resgate temem que os EUA sejam novamente alvo de terroristas. É evidente que há uma ameaça, disse Cory Palmer, cujo primo, George Llanes morreu aos 33 anos, na Torre 1. O que o Obama fez ontem é o começo do que precisa ser feito. Mas outros países precisam se unir para conter os extremistas: Arábia Saudita, Jordânia, Kuait. Para Palmer, o governo americano deveria considerar realocar os militares que voltarem do Afeganistão na fronteira com o México. É ali que estamos mais desprotegidos, uma dessas pessoas do EI pode entrar por ali, afirmou. Foi a primeira vez que o analista de sistemas, que se mudou recentemente para Nova York, participou da cerimônia, ao lado da mulher, Vicky –os dois vestiam camisetas com a foto de George. Vim homenageá-lo e demonstrar meu apoio às outras famílias, disse. E não há um túmulo, esse é o túmulo do George, completou a mulher. MUSEU Como nas cerimônias em anos anteriores, os nomes de todas as 2.977 vítimas foram lidos por familiares, e um minuto de silêncio foi feito na mesma hora em que os aviões atingiram as duas torres e em que os dois edifícios caíram. A homenagem de ontem, contudo, foi a primeira depois da inauguração do Museu do 11 de Setembro. Até às 18h (19h do Brasil) o local ficaria fechado apenas para os familiares das vítimas. Nesta semana, o museu recebeu dois novos objetos para exposição: a camisa do uniforme de um dos integrantes do Seal (tropa de elite da Marinha americana) usada na operação que matou Osama bin Laden e uma moeda especial dada ao agente da CIA (inteligência americana) que teve papel fundamental na captura do líder da Al Qaeda.

Edição EDIÇÃO 16967




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL