Os soldados israelenses, apoiados por tanques e pela aviação, entraram ontem no segundo dia da ofensiva terrestre na faixa de Gaza, que pretende destruir as infraestruturas e o armamento do movimento islamita palestino Hamas, apesar do risco para os civis. Ao menos 20 palestinos e um soldado israelense morreram nas últimas horas. A operação terrestre começou na quinta-feira à tarde, apesar dos apelos da comunidade internacional ao governo de Israel para tentar evitar as vítimas civis. Segundo o "New York Times", o militar morto foi o sargento Eitan Barak, 20, provavelmente por fogo amigo. Israel disse que ele morreu durante combate com o Hamas. Os serviços de saúde palestinos disseram que entre as vítimas estão um garoto de quatro anos e um jovem de 18. A maioria dos confrontos aconteceu no sul do território de 360 quilômetros quadrados, em Khan Yunes e em Rafah, e na zona norte, perto da fronteira com Israel. O posto de fronteira israelense de Erez, único ponto de passagem para pedestres, foi fechado. A maior parte de Gaza ficou sem energia. O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, pediu aos militares que "se preparem para a possibilidade de uma ampla e significativa" ofensiva, embora "não haja garantia de 100% de sucesso", segundo o "New York Times".