O Ministério de Relações Exteriores iraniano qualificou as últimas sanções dos Estados Unidos como parte de uma "guerra psicológica", em comunicado divulgado ontem. Na segunda, os americanos aprovaram novas restrições contra contas e recursos bancários de iranianos no país. O porta-voz da pasta, Ramin Mehmanparast, afirmou que o Banco Central Iraniano não possui transações financeiras nos Estados Unidos e não será afetado pelas medidas. Ele qualificou as penalidades como "propaganda". "Quando (os Estados Unidos) impõem sanções ao nosso banco central mesmo não tendo transações, mostra que eles acham que são capazes de pôr pressão no nosso povo, criando descontentamento e preocupação". As novas sanções assinadas pelos americanos impedem as transações de bancos iranianos com instituições financeiras do país, reforçando uma medida assinada pelo presidente Barack Obama em dezembro. SANÇÕES Em resposta às sanções impostas pela União Europeia no dia 23, o Parlamento do Irã anunciou ontem que está pronto para impor a proibição de exportação de petróleo a alguns países do continente, informou a emissora iraniana Press TV. "Em retaliação às medidas sionistas ( de Israel), apoiadas por países europeus, para proibir o petróleo iraniano, nós estamos prontos a impor um banimento a exportações de petróleo para alguns países europeus", disse o deputado Mohamed Javad Karimi-Qoddusi, segundo o canal. O deputado não relatou quais países europeus estariam incluídos na medida. O principal motivo para as sanções americanas e europeias ao Irã é o programa nuclear do país, que revelou em janeiro ter alcançado um nível de 20% no enriquecimento de urânio. Após uma visita na semana passada para inspecionar as atividades nucleares no Irã, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) anunciou que antecipará em um dia a sua próxima visita ao país.