Sanções econômicas ao Irã vão continuar, diz Hillary
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou na quinta-feira que as sanções econômicas ao Irã vão continuar enquanto durarem as negociações com o governo de Mahmoud Ahmadinejad sobre o programa nuclear persa. "Ao mesmo tempo que lançamos as bases para essas negociações, vamos manter a pressão como parte de nossa abordagem dupla. Todas as sanções serão mantidas e continuaremos avançando durante este período", afirmou a secretária em Washington, horas após as negociações entre o Irã e potências mundiais em Bagdá. As reuniões entre o representantes do Ira e do grupo de seis países -- Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia, China e Alemanha -- responsáveis pela negociação terminaram sem acordo e serão retomadas nos dias 18 e 19 de junho, em Moscou. Mais cedo, o negociador iraniano, Said Jalili, afirmou que o Irã tem um "direito absoluto" de enriquecer urânio. A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, uma das partes das negociações, havia admitido pouco antes que existem "grandes desacordos" entre as entidades e o governo persa. "Nós iremos manter os contatos intensivos com nossos homólogos iranianos para preparar uma nova reunião em Moscou", disse Ashton durante a coletiva de imprensa. "Está claro que as duas partes querem fazer progressos e que têm pontos em comum. Mas restam importantes divergências". "O Irã declarou estar pronto para abordar a questão do enriquecimento de urânio a 20%", acrescentou Ashton. DESAFIO - O desafio da reunião de Bagdá era tentar lançar as bases para um processo de negociação com o objetivo de resolver esta crise, que abala as relações entre o Irã e parte da comunidade internacional e ameaça a região com um conflito armado. O Grupo 5+1 exige do Irã "garantias" de que ele não pretende fabricar armas nucleares, como suspeitam alguns países ocidentais e Israel. Por sua vez, Teerã deseja a retirada das sanções econômicas impostas pela ONU e por países ocidentais. Originalmente programada para acontecer apenas na quarta-feira, as discussões foram estendidas para esta quinta-feira.