Rússia: sanções adicionais contra Irã são inaceitáveis
A Rússia criticou duramente os Estados Unidos e a União Europeia ontem por imporem sanções adicionais ao Irã, além das aprovadas na semana passada pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) com o apoio de Moscou. "Para nós, as tentativas de se colocar acima do Conselho de Segurança desta forma são inaceitáveis", disse o Ministério das Relações Exteriores russo num comunicado. De acordo com o país, as sanções adicionais minam os esforços de cooperação para resolver a tensão relacionada ao programa nuclear do Irã. O vice-ministro das Relações Exteriores classificou as sanções unilaterais dos EUA e da UE de "perigosas" e advertiu o Ocidente que elas colocam em risco o apoio de Moscou aos esforços concentrados para deter a atividade nuclear de Teerã. "Nós estamos extremamente decepcionados com o fato de que nem os Estados Unidos nem a União Europeia estejam ouvindo nossos pedidos para que voltem atrás em tais medidas", disse Sergei Ryabkov, segundo as agências de notícias Interfax e Itar-Tass. SANÇÕES Líderes europeus aprovaram ontem sanções mais duras contra o setor de petróleo e gás do Irã, um dia depois de o Tesouro dos EUA impor sanções contra determinados bancos e empresas iranianos, e aos membros da Guarda Revolucionária. "Estamos tirando disso algumas conclusões, incluindo sobre a perspectiva de um trabalho conjunto" dentro do Conselho de Segurança da ONU e do grupo de seis nações liderando os esforços globais para garantir que o Irã não desenvolva armas nucleares. A Rússia pareceu ressaltar que seu apoio aos esforços do Ocidente tem limites, depois de ser alvo da ira de Teerã por ter votado a favor de uma quarta rodada de sanções da ONU no Conselho de Segurança em 9 de junho. As sanções unilaterais que vão além das medidas da ONU "são não apenas perigosas, elas minam os fundamentos de nosso trabalho conjunto com nossos parceiros do sexteto e do Conselho de Segurança." O sexteto inclui os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança - Rússia, EUA, China, Reino Unido e França - mais a Alemanha.