Romney busca apoio de Rick para campanha presidencial
O ex-governador de Massachusetts Mitt Romney estaria negociando o apoio do ex-senador pela Pensilvânia Rick Santorum nas eleições presidenciais americanas, afirmou ontem a emissora de televisão CNN. Santorum renunciou à eleição interna do Partido Republicano na nesta terça. De acordo com a CNN, o comando de campanha do ex-governador planeja propor a Santorum uma mensagem unificada do partido, a diferença do anúncio da desistência do ex-senador em que Romney não foi mencionado. Fontes próximas à campanha de Romney afirmam que o candidato quer rapidamente o apoio de Santorum. No entanto, o diretor de comunicação do ex-senador, Hogan Gidley, afirma que não há garantias de que isso aconteça. O candidato afirmou a seu comando de campanha que pensará em atrair o grupo evangélico próximo a Santorum e conservadores por eventos com o antigo candidato. Apesar das especulações, Romney não fez alusões ao acordo nesta quarta-feira. Em entrevista coletiva, o republicano disse que estará com todos os partidários republicanos que se unirem a ele na luta para derrotar o presidente democrata Barack Obama, que tenta a reeleição. "Eu espero que quando finalmente seja indicado, e eu tenho esperanças que isso aconteça em breve, que estejamos trabalhando e fazendo campanha juntos. Nós compartilhamos das mesmas crenças sobre os rumos que o país deve tomar e que, sob essa presidência, não estamos no caminho certo". A tentativa do comando de Romney de conseguir o apoio de Santorum pode esbarrar nas declarações durante a campanha pelos votos das primárias do Partido Republicano. Após a vitória de Romney nas primárias de Wisconsin, Maryland e do Distrito de Columbia, onde fica a capital Washington, disputadas no último dia 3, o ex-senador afirmou que não gostaria de ter um moderado como candidato republicano. Em 1976, o então candidato Ronald Reagan foi preterido pelo presidente moderado Gerald Ford, que perdeu para o democrata Jimmy Carter. Santorum disse que "as cores [dos partidos] precisam ser claras" e que os republicanos falharam nas indicações de moderados "nos últimos 120 anos".