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MUNDO
Quinta-feira, 29 de Março de 2012, 21h:07

PROGRAMA NUCLEAR

Presidente Dilma reprova sanções ao Irã

Desde 2010, a comunidade internacional ampliou as sanções ao Irã por desconfiar que o programa nuclear no país esconda a produção de armas atômicas

YARA AQUINO e RENATA GIRALDI
Da Agência Brasil – Brasília
Em meio às ameaças dos europeus e norte-americanos de ampliarem as sanções ao Irã, a presidente Dilma Rousseff reprovou ontem o que chamou de “protestos retóricos” e defendeu a busca pelo diálogo e a negociação pacífica. No último dia da 4ª Cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), em Nova Delhi, ela alertou sobre os riscos do agravamento das tensões devido à possibilidade de adoção de mais restrições aos iranianos. A crise nos países muçulmanos virou tema do discurso da presidenta Dilma Rousseff ontem, no encerramento da 4ª Cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), em Nova Delhi, na Índia. “O Brasil não concorda com esses protestos retóricos de elevação do nível da discussão. Acho extremamente perigosas as medidas de bloqueio de compras do Irã, apesar de não termos relações comerciais com o Irã, mas outros países têm e precisam dessas compras”, disse a presidente, advertindo sobre as ameaças ao Irã devido às suspeitas de irregularidades envolvendo o programa nuclear do país. Desde 2010, a comunidade internacional ampliou as sanções ao Irã por desconfiar que o programa nuclear, desenvolvido no país, esconda a produção de armas atômicas. Os iranianos negam as suspeitas, informando que o programa tem fins pacíficos. Mas o comando da Agência Internacional de Energia Nuclear (Aeia) levanta suspeitas em decorrência das dificuldades para inspecionar as usinas iranianas. NEGOCIAÇÃO Para Dilma, o momento é de busca pela negociação. “Achamos que é necessário que haja de parte a parte uma redução do conflito e se estabeleça um diálogo para que, no âmbito do direito internacional e não de decisão [unilateral por parte dos] países, sejam feitas todas as tratativas”, disse. A presidenta acrescentou ainda que deve haver um esforço conjunto para “prevenir conflitos”. “Em vez de [adotar a] retórica agressiva, [devemos todos nos basear no] direito internacional, no direito dos países de usarem energia nuclear para fins pacíficos, assim como nós fazemos, e que haja um acordo, que se coloque a Agência Internacional de Energia Atômica [Aiea] a procurar que as partes baixem o nível da retórica e se entendam”, disse.

Edição EDIÇÃO 16967




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