As sanções eram pretendidas pelas potências ocidentais, que temem que o Irã enriqueça urânio para produzir armas de destruição em massa, como a bomba atômica
A secretária de Estado dos EUA, anunciou ontem que as potências nucleares aprovaram um rascunho da resolução de sanções a ser importa sobre o Irã por conta do controvertido programa nuclear deste país. Segundo Hillary, China e Rússia, as duas potências relutantes em aprovar as medidas, concordaram com os termos de um documento inicial elaborado também por França e Reino Unido. O rascunho foi apresentado ontem à noite aos outros membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). "Chegamos a um acordo sobre um rascunho da resolução com a cooperação da China e da Rússia", disse Hillary sobre as negociações que os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança e a Alemanha têm mantido. "O rascunho circulará pelo Conselho ainda hoje", disse a secretária de Estado. Um diplomata confirmou que o Conselho de Segurança se reunirá na tarde desta terça a portas fechadas para verificar o acordo. "Enquanto reconhecemos os esforços de Brasil e Turquia para encontrar uma solução a respeito dos desafios que o Irã faz à comunidade internacional, precedemos com o estudo de sanções que ao nosso ver enviará uma mensagem sobre o que esperamos do país", disse Hillary. As sanções eram pretendidas pelas potências ocidentais, que temem que o Irã enriqueça urânio para produzir armas de destruição em massa. Elas dizem que a República Islâmica não coopera com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) nas investigações sobre seu programa nuclear. Teerã, porém, nega e afirma que mantém as atividades atômicas apenas para produzir energia elétrica. O anúncio é feito apenas um dia depois de Irã, Brasil e Turquia selarem um pacto que prevê a troca de urânio enriquecido de Teerã por material atômico pronto para ser usado no reator de pesquisas. O acordo levantou dúvidas sobre a viabilidade do pacote de sanções - o quarto a ser aplicado sobre a República Islâmica - já que várias nações o consideraram um passo positivo na crise nuclear do país. Os discursos dos países ocidentais que negociavam as sanções, porém, foi baseado no argumento de que o acordo não impediria a aplicação das resoluções, já que elas recairiam sobre o fato de que o Irã não deixaria de enriquecer urânio a níveis mais altos. Ao mesmo tempo em que Hillary anunciou o apoio da China, porém, Pequim expressou apoio ao acordo fechado entre Irã, Brasil e Turquia na segunda. "Damos muita importância e congratulamos o acordo firmado entre Brasil, Irã e Turquia para o fornecimento de urânio para o Reator de Pesquisa de Teerã.