A polícia paquistanesa afirmou ontem que pelo menos 20 pessoas foram detidas por suspeitas de relação com o ataque contra o comboio que levava a seleção de críquete do Sri Lanka. Pelo menos seis policiais que escoltavam o time, além de um dos motoristas e um pedestre, morreram na emboscada e seis jogadores ficaram feridos. Nasir Bajwa, um dos oficiais da polícia de Lahore, afirmou que as prisões foram feitas ainda na noite de terça-feira, horas depois do ataque. Não há detalhes das identidades dos presos. A polícia de Lahore fez batidas em diferentes pontos da cidade, especialmente nos mercados, e apreendeu armas, granadas, munição e jaquetas para atentados suicidas. Em cenas que lembraram os ataques à cidade indiana de Mumbai, em novembro, militantes rodearam com um automóvel e vários triciclos motorizados os dois ônibus a metros do Estádio Kadafi, onde a equipe enfrentaria a seleção paquistanesa. Em seguida, os agressores abriram fogo. Armados com fuzis e granadas, 14 militantes lançaram o ousado ataque. Segundo um dos motoristas, os militantes chegaram a disparar um foguete, mas erraram por pouco o alvo, e uma granada jogada embaixo de um dos ônibus falhou. TVs locais registraram imagens dos agressores correndo pelas ruas com rifles AK-47 e trocando tiros com as forças de segurança. Fontes policiais afirmaram que todos os militantes conseguiram escapar depois de terem abandonado as mochilas que carregavam.