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MUNDO
Sábado, 20 de Outubro de 2012, 13h:22

Oposição no Líbano culpa a Síria por atentado em Beirute

Políticos libaneses anti-Síria acusaram ontem o governo de Damasco de estar por trás de um atentado com um carro-bomba em Beirute que matou o diretor da agência de inteligência do Líbano. Os líderes da oposição, Saad Hariri, e dos drusos, Walid Jumblatt, disseram que o governo do presidente sírio Bashar al-Assad foi responsável pelo ataque. A coalizão de partidos liderada por Hariri pediu que o governo libanês renuncie. Movimentos ligados à oposição foram às ruas em protesto e montaram barricadas em algumas ruas, com pneus queimados. Neste sábado, o alto escalão do Líbano terá uma reunião de emergência sobre o ataque. O atentado da sexta-feira matou oito pessoas e feriu 12, incluindo Wissam al-Hassan, que dirigia o serviço de inteligência interna. O ataque ocorreu no distrito de Ashrafiya, de maioria cristã, em uma rua movimentada próximo à sede da coalizão 14 de Março, liderada por Saad Hariri. Este foi o pior atentado na capital libanesa em quatro anos, e destruiu a fachada de diversos prédios. Hassan era próximo a Hariri, um dos principais críticos do regime sírio. Foi Hassan quem liderou a investigação que concluiu que o governo sírio participou do atentado de 2005 que matou o ex-premiê Rafik Hariri, pai de Saad. O trabalho de Hassan também levou à prisão recente de um ex-ministro acusado de planejar um atentado no Líbano sob ordens do regime sírio. Divisão As comunidades religiosas no Líbano estão divididas entre apoiadores e críticos do presidente sírio, Bashar al-Assad. A tensão tem crescido com o conflito no país vizinho. "Nós acusamos Bashar al-Assad de assassinar Wissam al-Hassam, o fiador da segurança dos libaneses", disse Saad Hariri, em discurso na televisão libanesa. O parlamentar Nadim Gemayel, do movimento de direita Partido da Falange Cristã, também acusou Síria e Assad. "Este regime, que está desmoronando, está tentando exportar seu conflito para o Líbano", afirmou.

Edição EDIÇÃO 16962




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