MUNDO
Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2011, 18h:57
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SÍRIA
Observadores árabes são alvos de disparos
Os observadores se dirigiram ontem a três novas cidades para verificar se o governo retirou as forças de segurança das ruas, em cumprimento a um plano de paz
O presidente do opositor CNS (Conselho Nacional Sírio), Burhan Goleeon, afirmou ontem que a equipe de observadores que visitou nos últimos dois dias a cidade de Homs, no centro da Síria, foi alvo de disparos, embora os moradores os tenham protegido. "Os observadores foram alvo de disparos no bairro de Jalidiya e foi o povo sírio quem os protegeu e os acolheu em suas casas", afirmou Goleeon em declarações à imprensa na sede da Liga Árabe no Cairo depois de se reunir ontem com seu secretário-geral, Nabil al Arabi. Goleeon não detalhou quem foram os autores dos disparos nem quando aconteceu o fato, que ocorreu durante a estadia de uma missão da Liga Árabe que chegou a Homs na terça-feira. A delegação de observadores na Síria se dirigiu ontem a três novas cidades (Deraa, Hama e Idlib) para verificar se o governo retirou as forças de segurança das ruas, em cumprimento a um plano de paz firmado entre o regime de Bashar Assad e a Liga Árabe. Na quarta-feira, depois que a delegação esteve em Homs, centro das revoltas contra o ditador sírio, a cidade foi palco de protestos de uma multidão que exigia proteção internacional. A missão da Liga Árabe, primeiro envolvimento internacional em território sírio desde o início das manifestações antigovernamentais, em março, teve um início polêmico pelo fato de seu líder, o general sudanês Mustafa al Dab, ter dito que não viu "nada assustador" em sua primeira visita a Homs. Posteriormente ele declarou precisar de mais tempo para fazer uma avaliação da situação na cidade, alvo de ataques das forças do governo nos dias que precederam a chegada da delegação. A Liga Árabe disse que a missão precisa de aproximadamente uma semana para determinar se Assad cumpriu sua parte no acordo. Falando à Reuters por telefone de Damasco, Dabi disse que sua equipe, composta por cerca de 20 integrantes, ainda passará muito tempo investigando a situação. Também na quarta-feira, a TV estatal síria disse que o governo libertou 755 pessoas detidas nos distúrbios, e "cujas mãos não estavam manchadas por sangue sírio". Milhares de outros ativistas continuam presos.