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Cuiabá MT, Segunda-feira, 22 de Junho de 2026

MUNDO
Sábado, 14 de Abril de 2012, 13h:36

CÚPULA DAS AMÉRICAS

Obama destaca potencial de consumidores

O presidente Barack Obama afirmou que não vê a Venezuela como uma "ameaça" e voltou a insistir que Cuba deve promover mudanças rumo à democracia

O presidente norte-americano, Barack Obama, destacou ontem a "grande promessa" de crescimento dos negócios nas Américas, buscando dar mais espaço ao peso econômico da região, à qual ele tem dado pouca atenção em seus primeiros três anos de mandato. Obama e chefes de Estado de 33 países, entre eles a presidente Dilma Rousseff, estão na Colômbia para participar da sexta edição da Cúpula das Américas. Em comentários preparados para um encontro de líderes empresariais em Cartagena, na Colômbia, Obama descreveu os laços entre Estados Unidos e América Latina como um dos relacionamentos comerciais mais dinâmicos do mundo". "Com quase um bilhão de cidadãos - cerca de um bilhão de consumidores - entre nós, há muito mais que podemos fazer juntos", afirmaram trechos do discurso de Obama divulgados pela Casa Branca. "Para as Américas, este é um momento de grande promessa. E acredito que se nós aproveitarmos as oportunidades que estão diante de nós, continuaremos a ser parceiros econômicos uns dos outros", continua o discurso, que deve ser lido por Obama no encontro com líderes empresariais que precede o início formal da cúpula que deve reunir 33 governantes da região. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que não vê a Venezuela como uma "ameaça" e voltou a insistir que Cuba deve promover mudanças rumo à democracia, em entrevista dada a uma emissora colombiana durante sua chegada ao país para assistir à Cúpula das Américas. "Não vemos a Venezuela como uma ameaça para os EUA", disse Obama à "Caracol Televisión", mas afirmou que esse país "em alguns momentos" mudou suas alianças na região "de forma destrutiva". Atualmente, Venezuela e EUA não têm relações diplomáticas em nível de embaixadores. Há "princípios" importantes que os EUA defendem, como a democracia, a liberdade de expressão e os direitos humanos, ressaltou Obama, que neste sábado participará da 6ª Cúpula das Américas. Quanto a Cuba, o líder americano comentou que continua sendo um Estado "antidemocrático e autoritário", e que não são os EUA os que impedem sua participação na Cúpula das Américas, e sim suas práticas "contrárias" aos direitos universais. "Não podemos fechar os olhos aos abusos que acontecem" em Cuba, explicou Obama, antes de lembrar que durante seu mandato aprovou a flexibilização das viagens de cubano-americanos à ilha e o envio de remessas. Obama encerrou ontem um fórum de empresários antes de assistir à abertura da Cúpula das Américas, dominada pela ausência de Cuba e o debate sobre a luta antidrogas, no que os EUA se opõem à descriminalização como solução. BOMBAS Duas bombas pequenas explodiram na capital colombiana, Bogotá, próximo à embaixada americana no país, pouco após a chegada do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Não houve feridos nas explosões. A polícia disse que outra bomba pequena explodiu na cidade de Cartagena de Índias, que sedia a Cúpula. Em Bogotá, os explosivos foram colocados em uma vala numa região residencial situada perto da embaixada dos Estados Unidos e da sede da procuradoria geral da Colômbia. A polícia afirma que as duas bombas possam ter sido um ato de protesto por grupos de guerrilha esquerdistas do país. A Colômbia vem se recuperando de uma onda de violência envolvendo grupos guerrilheiros e cartéis de narcotráfico que deixou milhares de mortos. O governo da Colômbia impôs derrotas expressivas a grupos guerrilheiros, como as Farcs (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), que se viu acuada e perdeu boa parte de seu poder de combate, mas o grupo ainda permanece em atividade.

Edição EDIÇÃO 16967




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