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MUNDO
Segunda-feira, 18 de Agosto de 2014, 19h:43

PALESTINOS

Número de mortos sobe para mais de 2 mil

Um total de 2.016 pessoas morreram e mais 10.196 ficaram feridas durante a ofensiva a Gaza. Entre os mortos estão 541 crianças, 250 mulheres e 95 homens idosos

O número de mortos no recente conflito Israel-Palestina já provocou mais de 2 mil mortos na Faixa de Gaza, informou ontem o Ministério da Saúde, acrescentando que mais feridos nos ataques israelenses acabaram morrendo. De acordo com a nota, um total de 2.016 pessoas morreram e mais 10.196 ficaram feridas durante a ofensiva israelense a Gaza, há mais de um mês. Entre os mortos estão 541 crianças, 250 mulheres e 95 homens idosos. O número de mortos, que estava fixado em 1.980, subiu depois de várias pessoas feridas no conflito terem morrido em hospitais de Gaza, no Cairo e em Jerusalém, locais para onde foram levadas para receber tratamento médico. Os médicos também encontraram um cadáver nos escombros do distrito de Shejaiya, no leste da cidade de Gaza, que estava no local há mais de três semanas, segundo o comunicado. ISRAEL Ontem, do outro lado do conflito, o Exército de Israel confirmou que cinco dos 64 soldados abatidos em combate morreram como resultado de “fogo amigo”. Desde que começaram as hostilidades, em 8 de julho, o governo israelense assegura que o objetivo do Exército é destruir as plataformas de lançamento de rockets e os túneis escavados pelas milícias palestinas entre Gaza e o território de Israel. Nas últimas semanas, as duas partes acertaram duas tréguas humanitárias de 72 horas, renovadas na quinta-feira por mais cinco dias, para continuar as negociações sobre os termos de um acordo que ponha fim à ofensiva militar. AJUDA A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu ontem o fim das ameaças contra trabalhadores da saúde que atuam em áreas de conflito, desastre ou qualquer outro tipo de crise humanitária. O órgão classificou a situação como uma violação do direito fundamental à saúde. Em alusão ao Dia Mundial da Ação Humanitária, lembrado hoje, a OMS alertou para casos de ataques direcionados a profissionais de saúde, hospitais, clínicas e ambulâncias em localidades como Síria, Faixa de Gaza, República Central Africana, Iraque e Sudão do Sul, entre outros. “Ameaças e assédio contra trabalhadores da saúde em países do Oeste da África, também são elementos de preocupação em meio ao surto de ebola. Estes profissionais assumem riscos pessoais para providenciar atendimento médico, mas estão sendo ameaçados, ignorados e estigmatizados”, destacou a organização. A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, cobrou que médicos, enfermeiras e demais trabalhadores possam continuar seu trabalho humanitário de salvar vidas sem a ameaça da violência e da insegurança. O diretor do Departamento de Gestão de Risco de Emergência e Resposta Humanitária, Richard Brennan, lembrou que ataques contra trabalhadores da saúde e instalações médicas afetam seriamente o acesso ao atendimento, privando os pacientes do cuidado necessário e interrompendo medidas para prevenir e controlar doenças contagiosas. A organização relatou ainda casos de problemas registrados fora de zonas de guerra. No Paquistão e na Nigéria, por exemplo, profissionais de saúde, sobretudo mulheres, responsáveis por aplicar a vacina contra a poliomielite, enfrentam dificuldades para trabalhar. “Como parte do papel de coordenar a resposta à saúde em emergências internacionais, a OMS está trabalhando com parceiros para melhor documentar, prevenir e responder a esses incidentes. Proteger os que cuidam dos doentes e vulneráveis sob as mais difíceis circunstâncias é uma das principais responsabilidades da comunidade internacional”, concluiu.

Edição EDIÇÃO 16967




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