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MUNDO
Sábado, 30 de Novembro de 2013, 12h:07

SÍRIA

Navio dos EUA destruirá as armas químicas

Apesar do consenso de que as armas devem ser destruídas fora da Síria, nenhum país aceitou até agora que isso ocorra dentro de seu território

Um navio dos Estados Unidos destruirá no mar parte das mil toneladas do arsenal químico sírio, informou ontem a Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ). "O diretor-geral indicou que as operações de neutralização serão realizadas no mar, em um navio dos Estados Unidos, com a técnica da hidrólise", indicou a OPAQ em um comunicado. "Um navio está sendo modificado para acolher e realizar as operações de verificação da OPAQ", acrescentou a organização com sede em Haia. As armas químicas sírias mais perigosas terão de ser transportadas para fora do país em guerra antes de 31 de dezembro, segundo decisão da OPAQ de meados de novembro. O conselho consecutivo da organização adotou então um mapa do caminho para a destruição do arsenal químico sírio antes de meados de 2014, que inclui um plano detalhado com possíveis métodos de destruição fora do país, em terra ou no mar. Apesar do consenso de que as armas devem ser destruídas fora da Síria, nenhum país aceitou até agora que isso ocorra dentro de seu território. O resto das armas e dos precursores químicos que servem para fabricar os produtos tóxicos (exceto o isopropanol, que pode ser usado para fabricar gás sarin), terão de ser retirados da Síria antes de 5 de fevereiro de 2014. As instalações de produção declaradas pelo regime serão, por sua parte, destruídas entre 15 de dezembro e 15 de março de 2014, segundo a organização. FOGUETES O exército libanês anunciou ontem que desmantelou três foguetes que seriam disparados de Al Qaa, localidade a leste do Líbano, na fronteira com a Síria. Al Qaa, na fronteira com a província síria de Homs, está situada numa zona onde há muitas passagens clandestinas que servem para todo tipo de tráfico e que são usadas pelos refugiados da guerra na Síria. No entanto, este tráfico diminuiu com a recuperação por parte do exército sírio dos povoados vizinhos a Al Qaa. IRÃ O presidente iraniano, Hassan Rohani, exclui o desmantelamento das instalações nucleares do Irã, após o acordo de Genebra sobre o polêmico programa nuclear de Teerã. Perguntado se o desmantelamento das instalações nucleares de seu país é uma linha vermelha intransponível para seu governo, Rohani respondeu: "100% sim". Em entrevista, Rohani estimou que as relações entre Teerã e Washington ainda podem melhorar. "Os problemas entre Irã e Estados Unidos são muito complicados e não podem ser resolvidos em um curto espaço de tempo, mas apesar destas dificuldades, está surgindo uma abertura nos últimos dias que pode se ampliar". O Irã e o Grupo 5+1 (Estados Unidos, Rússia, China, França, Grã-Bretanha e Alemanha) concluíram no domingo passado um acordo provisório sobre o polêmico programa nuclear de Teerã, que deve se tornar definitivo dentro de um ano.

Edição EDIÇÃO 16967




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