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MUNDO
Terça-feira, 02 de Fevereiro de 2010, 09h:06

VIOLÊNCIA

Mulher-bomba mata 56 e fere mais de 110

O ataque ocorreu quando milhares de muçulmanos xiitas lotavam as ruas para o início de uma peregrinação de 40 dias para o ritual do Arbain

Uma mulher-bomba detonou seus explosivos no meio de uma multidão de peregrinos xiitas e deixou ao menos 56 mortos e outros 117 feridos ontem em Bagdá, capital do Iraque, segundo o porta-voz do departamento de segurança da cidade. Entre os mortos estão 18 mulheres e 12 crianças. O ataque ocorreu quando milhares de muçulmanos xiitas lotavam as ruas para o início de uma peregrinação de 40 dias para o ritual do Arbain, que comemora o aniversário de morte de um religioso reverenciado. Os xiitas caminham até a cidade de Karbala, 80 quilômetros ao sul de Bagdá. A fonte indicou que alguns feridos estavam em condições críticas e que o número de mortes poderia aumentar. No domingo, três grupos de peregrinos que saíam de diferentes zonas de Bagdá em direção a Karbala. Todos foram alvos de ataques nos quais dez pessoas ficaram feridas, segundo fontes do Ministério do Interior. Ante o começo das celebrações da comunidade xiita, das quais participam dezenas de milhares de pessoas, o governo de Bagdá passou a aplicar um plano de segurança para proteger os fiéis de eventuais ataques terroristas. Os atentados, entretanto, continuam a ocorrer durante a peregrinação. SOMÁLIA Subiu para 15 o total de civis mortos, dentre eles uma criança de 4 anos, quando insurgentes e soldados do governo entraram em confronto em Mogadiscio, capital da Somália, na noite de domingo, segundo relato de testemunhas. Oito corpos foram retirados dos escombros de suas casas no norte de Mogadiscio, disse o morador Osman Guled. Quatro corpos foram encontrados em outra parte da capital, disse Sharifo Hussein, que vive no distrito de Yaqshid. Outras três pessoas morreram no hospital Medina, disse a enfermeira Yasmin Jim''ale. Ali Muse, o chefe do serviço de ambulância de Mogadiscio, disse ter levado 55 pessoas feridas no confronto para o hospital na manhã de ontem. Muse disse que não pôde sair na noite de domingo para ajudar os feridos por questões de segurança. Ahmed Daud Dahir, comandante da guarda presidencial, disse que os insurgentes lançaram mais de seis morteiros contra o palácio presidencial, mas não houve feridos. O presidente, Sheik Sharif Sheik Ahmed, não estava no palácio durante o ataque porque viajou para a Etiópia para uma reunião de líderes da União Africana.

Edição EDIÇÃO 16967




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