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MUNDO
Segunda-feira, 14 de Novembro de 2011, 18h:31

ITÁLIA

Monti pretende governar até 2013

Recém-indicado, o novo primeiro-ministro da Itália, o ex-comissário europeu Mario Monti, disse ontem que seu primeiro dia de conversas para a formação do novo governo "estava sendo construtiva", e que ele espera administrar o país até as próximas eleições programadas, em 2013. Segundo ele, estipular qualquer data anterior a esta diminuiria a credibilidade da administração. "É óbvio que o Parlamento pode decidir a qualquer momento que o um governo não tem sua confiança". Monti disse ainda que optará por ministros políticos em seu gabinete e que se não receber o apoio dos partidos abandonará o poder. O anúncio de Monti contraria as expectativas dos mercados, de que ele formasse um quadro de ministros majoritariamente tecnocratas, e deixa transparecer que um gabinete formado por políticos pode ter sido uma condição imposta pelos partidos italianos para apoiarem o governo provisório. "A política pode trabalhar para transformar este momento difícil numa oportunidade", acrescentou Monti em sua entrevista coletiva ao final do primeiro dia de consultas com as forças políticas italianas para a formação do novo governo. Reiterando o que já havia dito anteontem, ao ser indicado como novo premiê, o economista disse que o objetivo de seu trabalho é fazer com que o país volte a ser uma força dentro da União Europeia (UE) e no cenário global. "A Itália poderá ter um papel de protagonista no mundo", indicou. Logo após ser indicado pelo presidente italiano Giorgio Napolitano, no domingo, Monti também sinalizou a importância de trabalhar com todo o espectro político do país. "Dou início a este trabalho com o compromisso de respeitar o Parlamento e todas as forças políticas. A Itália pode sair desta situação de emergência com base num esforço comum, e voltar a ser uma força dentro da União Europeia [UE], e não uma fraqueza", indicou. A coletiva de Mario Monti foi sua primeira aparição pública com um situação do andamento dos trabalhos no país desde que deu início às consultas com os partidos, na manhã desta segunda. Segundo o jornal espanhol "El País", Monti planeja tomar posse ainda nesta semana e se submeter a um voto de confiança no Parlamento. A missão é convencer os mercados internacionais e a UE de que o governo provisório pode levar a Itália ao saneamento de suas contas públicas e da dívida pública que corresponde a 120% do PIB (€ 1,9 trilhão). O novo premiê não quis divulgar um calendário para a formação do governo e também não disse quem são os candidatos para compor seus ministérios, que Napolitano pediu para ser formado por especialistas.

Edição EDIÇÃO 16967




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