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MUNDO
Quinta-feira, 02 de Outubro de 2014, 20h:16

IRAQUE

Militantes sunitas tomam cidade no Iraque

As fontes do setor de segurança disseram acreditar que os militantes sejam membros do grupo Estado islâmico. ONU aponta crimes de guerra do E.I Iraque

Militantes sunitas tomaram na madrugada de ontem o controle da maior parte da cidade iraquiana de Hit, na província de Anbar, oeste do país, segundo fontes da área da segurança e autoridades locais. "Noventa por cento da cidade de Hit está dominada por militantes", disse Adnan al-Fahdawi, membro do conselho provincial, acrescentando que os invasores estavam mais bem armados do que as forças de segurança locais. Uma testemunha em Hit disse à Reuters: "Dezenas de militantes podem ser vistos na cidade com seus veículos e armas. Posso ouvir disparos agora em todos os lugares". As fontes do setor de segurança disseram acreditar que os militantes sejam membros do grupo Estado islâmico, que iniciaram o ataque com a explosão de três carros-bomba na entrada do lado leste da cidade e uma delegacia de polícia no centro. Soldados, policiais e combatentes muçulmanos sunitas locais estavam tentando conter o avanço dos militantes, disseram as fontes da área de segurança. A maior parte das cidades vizinhas na província de Anbar já está sob o controle do Estado islâmico. Pelo menos 17 integrantes das forças de segurança e 40 extremistas morreram na ofensiva. Os radicais atacaram o quartel-general da polícia em Hit e mataram 11 agentes. Os extremistas também atacaram a base militar de Ramadi, onde morreram seis soldados. CURDOS Os combatentes do EI estão a ponto de entrar na cidade curda de Kobani, na Síria, informou ontem o Observatório Sírio de Direitos Humanos. Os milicianos curdos não conseguiram conter o progresso dos radicais pelo leste e agora há confrontos a algumas centenas de metros da cidade. O EI chegou até as portas de Kobani, apesar de nos últimos dias os extremistas tenham sido alvo dos bombardeios da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos nessa região. ONU Os insurgentes do Estado Islâmico no Iraque realizaram execuções em massa, raptaram mulheres e meninas que fizeram de escravas sexuais e usaram crianças como soldados, o que pode ser qualificado como crimes de guerra, declarou a ONU (Organização das Nações Unidas) ontem. Em um relatório baseado em 500 entrevistas com testemunhas, a ONU ainda informou que os ataques aéreos do governo iraquiano contra os militantes sunitas causaram um significativo número de mortes de civis ao atingir vilarejos, uma escola e hospitais, violando as leis internacionais. Pelo menos 9.347 civis foram mortos e 17.386 ficaram feridos do início do ano até setembro.

Edição EDIÇÃO 16962




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