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MUNDO
Terça-feira, 02 de Junho de 2015, 21h:09

BRASIL

Iraque pede apoio contra Estado islâmico

Chanceler relata esforço do Iraque para conter a expansão do grupo extremista denominado Estado Islâmico e agradeceu a posição do Brasil

Em reunião com o vice-presidente Michel Temer, o ministro de Relações Exteriores do Iraque, Ibrahim al-Jaafari, pediu o apoio do Brasil no combate ao Estado Islâmico e ressaltou que tem oportunidades de negócios, especialmente na área petrolífera, para empresas brasileiras. Jaafari também destacou o desejo de investir no Brasil. Temer sugeriu levar uma comitiva de empresários ao Iraque para ampliar os investimentos naquele país. Em 2014, o Brasil exportou US$ 227 milhões, especialmente em carnes, para o Iraque, e importou US$ 1,4 bilhão, sobretudo em combustíveis. O vice-presidente disse ao chanceler iraquiano que o Brasil tem grandes programas de ampliação de infraestrutura que poderiam receber investimentos do Iraque. Jaafari relatou a Temer o esforço do Iraque para conter a expansão do grupo extremista denominado Estado Islâmico e agradeceu a posição do Brasil de combate ao terrorismo. O chanceler afirmou que o perigo representado pelo grupo atinge o mundo inteiro, e não apenas a região em que o Iraque está localizado. Ressaltou ainda que deseja ampliar as parcerias na área da cultura entre Brasil e Iraque, que têm relações diplomáticas desde 1939. GUERRAS As guerras no Afeganistão e no Paquistão deixaram quase 150 mil soldados e civis mortos desde 2001, segundo um novo estudo de uma universidade americana. Outros 162 mil ficaram feridos desde o início da ofensiva liderada pelos Estados Unidos para depor o governo talibã no Afeganistão depois dos ataques de 11 de setembro de 2001, destaca o estudo, feito pelo Projeto Custos de Guerra, do Watson Institute for International Studies, da universidade Brown. O estudo está centrado nos mortos e feridos diretamente em situações de guerra, designadas como "balas, bombas, fogo, etc", excluindo mortes por desnutrição, falta de atendimento médico e outras causas difíceis de quantificar. Para todas as categorias de mortes diretas e feridos - soldados, civis, incluindo jornalistas, voluntários e terceirizados civis -, o estudo usou fontes dos Estados Unidos e de outros governos, bem como dados da missão humanitária da ONU no Afeganistão e bases de dados de ONGs e centros de estudos. "Tanto o Afeganistão quanto o Paquistão continuarão precisando de uma infusão de ajuda para a saúde pública quando a guerra terminar, uma perspectiva que não parece iminente", acrescentou.

Edição EDIÇÃO 16967




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