O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad afirmou ontem que está pronto para negociar sobre o programa nuclear do país e pelas novas sanções petroleiras e financeiras da União Europeia e dos Estados Unidos, anunciadas na última segunda-feira. "Eles [os países ocidentais] dizem que o Irã foge das negociações, mas isso não é verdade. Quem tem o direito ao seu lado não teme as negociações". Nos últimos dias, dirigentes europeus e americanos expressaram o desejo de ver o Irã de volta a negociações sérias com o chamado grupo dos 5+1 (Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França, mais Alemanha). Sobre as declarações, o presidente criticou os ocidentais por "adotar cada vez mais sanções antes das negociações para perturbá-las". Em visita a Kerman, no sul do Irã, o presidente disse que o país "não será afetado" pelas medidas europeias contra o petróleo do país. "Já chegamos a ter 90% de nosso comércio voltado para a Europa, mas agora essa região representa apenas 10%", disse Ahmadinejad. Ahmadinejad afirmou que há 30 anos que os Estados Unidos não compram petróleo do Irã e não possuem relações com o Banco Central do país. Ontem, o ministério de Relações Exteriores da China emitiu um comunicado, informando que as sanções adotadas na segunda-feira pela UE (União Europeia) contra o Irã para forçá-lo a abandonar seu programa nuclear não são "construtivas". "Exercer cegamente pressões e impor sanções ao Irã não constitui um enfoque construtivo", afirma a declaração da chancelaria mencionada pela agência de notícias estatal Xinhua.