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MUNDO
Quarta-feira, 12 de Agosto de 2015, 21h:03

SEUL

Homem ateia fogo ao corpo diante da embaixada japonesa

Um sul-coreano ateou fogo ao corpo ontem diante da embaixada nipônica em Seul, durante um protesto contra o recrutamento por parte do Japão de escravas sexuais durante a Segunda Guerra Mundial. Imagens exibidas pelas emissoras de televisão mostram o momento em que alguns manifestantes usam um cobertor e garrafas de água para tentar apagar as chamas, antes de chegada dos bombeiros, que levaram o Chou Hyun-yeol para um hospital. A agência sul-coreana de notícias Yonhap o identificou como um homem de 81 anos, conhecido como Choi e nascido na cidade de Gwangju (sul), de acordo com a agência France Presse. ESTADO CRÍTICO O homem, identificado por um grupo cívico ao qual é filiado, estava em estado crítico, com queimaduras no pescoço, rosto e tronco, disse uma fonte do hospital. “O paciente é idoso e tem queimaduras graves, então sua sobrevivência não pode ser garantida.” A manifestação de ontem contou com quase mil pessoas diante da embaixada. No próximo sábado será celebrado o 70º aniversário da rendição de Tóquio, que acabou com o colonialismo nipônico na península coreana (1910-1945). A Coreia do Sul alega que o Japão ainda não fez o suficiente para desagravar o país pelo recrutamento obrigatório de mulheres sul-coreanas, que serviram como prostitutas nos bordéis dos soldados japoneses. Segundo historiadores, até 200 mil mulheres trabalharam nos bordéis do exército imperial durante a guerra, a maioria delas coreanas, mas também chinesas, indonésias, filipinas e taiwanesas. A questão afeta as relações bilaterais há vários anos. A presidente sul-coreana, Park Geun-Hye, afirma que não pode reunir-se com o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe enquanto Tóquio não concordar com uma reparação plena. EXECUÇÃO O vice-premiê da Coreia do Norte foi executado por um pelotão de fuzilamento neste ano após mostrar descontentamento com as políticas do líder do país, Kim Jong Un, de acordo com uma reportagem da agência de notícias Yonhap divulgada nesta quarta-feira (12). A agência de notícias citou uma fonte anônima que disse que Choe Yong Gon, de 63 anos, um ex-representante para a cooperação Norte-Sul, foi executado, marcando outra morte de uma autoridade sênior em uma série de remoções de alto nível desde que Kim Jong Un tomou o poder, no final de 2011. A reportagem da Yonhap informou que Choe expressou discordâncias com as políticas externas de Kim em maio e mostrou uma performance de trabalho ruim. Não foram dados mais detalhes. CUIDADOS O Ministério da Unificação sul-coreano, que cuida dos laços do país com a Coreia do Norte, informou em uma mensagem de texto recebida pela Reuters que Choe não foi visto em público por cerca de oito meses, e que estavam monitorando de perto a situação. O Serviço de Inteligência Nacional sul-coreano não comentou a reportagem.

Edição EDIÇÃO 16967




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