MUNDO
Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2007, 19h:50
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PALESTINA
Grupo Hamas quer pressa na formação de governo nacional
O Hamas quer que as negociações entre os partidos palestinos para a formação de um governo de união nacional sejam concluídas em breve, para pôr fim "às pressões internacionais", segundo o porta-voz do Executivo da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Ghazi Hamad. "Queremos formar um governo de unidade o mais rápido possível, para excluir a possibilidade de imposição de pressões internacionais", afirmou Hamad, garantindo que as três semanas de prazo concedidas por lei para a formação do novo Executivo não serão ultrapassadas. POSTURA O porta-voz espera que os Estados Unidos mudem de postura em relação ao novo gabinete, pois "será difícil para Washington opor-se ao futuro Executivo, caso perceba que seus aliados o apóiam". Segundo Hamad, na próxima semana, as principais questões pendentes já terão sido resolvidas, inclusive a de quem ficará a cargo do Ministério do Interior, que controla os órgãos de Segurança. Por enquanto, "o primeiro-ministro Ismail Haniyeh conversou com todas as facções, inclusive com aquelas que não querem participar da coalizão", e todas expressaram seu apoio à formação de um governo de unidade, de acordo com o porta-voz. PRESSÕES INTERNACIONAIS Israel, EUA e União Européia (UE) concordaram, na semana passada, que não reconhecerão o novo governo palestino a menos que este cumpra as exigências propostas pelo Quarteto de Madri (EUA, UE, ONU e Rússia) ao Hamas depois de sua chegada ao poder, em janeiro de 2006. As exigências dão conta de que o governo palestino reconheça clara e explicitamente o Estado judeu de Israel, aceite os acordos de paz já assinados e ponha fim à violência. REJEITA O Hamas rejeita estas condições, e isso pode fazer com que o Estado palestino recuse os pedidos externos. Na segunda-feira, o encontro entre a secretária norte-americana de Estado, Condoleezza Rice, o presidente palestino, Mahmoud Abbas, e o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, terminou com poucos sinais de progressos na direção do reinício de um processo de paz. Na quarta, União Européia, Estados Unidos, ONU e Rússia se reuniram para discutir as possíveis sanções para o Estado palestino governado conjuntamente pelo Fatah e pelo Hamas. ACORDO Pelo acordo assinado em Meca, cujo objetivo é tentar encaminhar as partes a um processo negociador que culmine na criação de um Estado palestino, entre o Hamas e o movimento nacionalista Fatah, em 8 de fevereiro, as pastas serão divididas entre os dois grupos em função de sua representação parlamentar. Além disso, três ministérios serão destinados a representantes de grupos menores, e cinco para independentes.