MUNDO
Sábado, 09 de Junho de 2012, 13h:47
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AFEGANISTÃO
França confirma morte de soldados
A França confirmou ontem a morte de quatro soldados de forças do país na região de Kapisa, no leste do Afeganistão, em um ataque dos insurgentes do Taleban, que previamente haviam reivindicado as mortes. "Cinco feridos foram retirados, três deles em estado grave. Foi iniciada uma investigação para determinar as causas deste drama", indicou o Eliseu em comunicado. MORTES Mais de 80 soldados franceses morreram no Afeganistão, os últimos em janeiro passado, em um atentado cometido por um talibã infiltrado em um centro de formação. Antes da confirmação do Eliseu, o porta-voz dos insurgentes, Zabihullah Mujahid, já reivindicara as mortes, que cifrou em 12, durante um ataque suicida. As tropas francesas no Afeganistão estão em pleno processo de retirada, em cumprimento da promessa eleitoral do presidente François Hollande de abandonar o país asiático antes do fim deste ano. QUEIXA O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, afirmou ontem que os Estados Unidos falharam ao não consultar o governo do país asiático sobre os bombardeios aéreos da Otan, a aliança militar do Ocidente, que deixaram 18 civis mortos na quarta-feira. O mandatário disse que o país considerará esse tipo de ação como uma violação do pacto assinado entre os dois países para a manutenção da segurança e da estabilidade política contra o grupo armado Taleban. ENCONTRO O porta-voz da Presidência, Aimal Faizi, declarou que Karzai se encontrou com investigadores afegãos ontem e concluíram que o bombardeio foi uma decisão unilateral de Washington. No memorando assinado por Cabul e Washington, cada parte deve avisar à outra caso haja uma operação especial. Na quarta, dezoito civis morreram em uma operação conjunta da Otan na província de Logar, no centro do Afeganistão. Segundo disse o chefe da polícia provincial, Ghulam Sakhi Rogh Liwanai, as vítimas moravam em uma casa na cidade de Sajawand que foi atacada na noite de terça-feira por forças aliadas sob a suspeita de servir de refúgio a um dirigente talibã chamado Qari Sardar.