MUNDO
Sexta-feira, 04 de Abril de 2008, 20h:33
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SEQÜESTRO
Filho de refém pede para que mãe resista
Astrid Betancourt, irmã de Ingrid, disse que a missão humanitária enviada pelo presidente francês tem "ínfimas" chances de sucesso
Lorenzo Delloye, filho da refém franco-colombiana Ingrid Betancourt, pediu ontem que a mãe resista e exigiu que as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) faça um "gesto" neste "momento histórico" A França continua a esperar uma resposta das Farc para que a missão humanitária enviada pela França possa chegar até a refém. "Coma e cuide-se, é seu filho quem pede", disse Delloye em mensagem radiofônica que gravou diante da imprensa nos estúdios da Rádio França Internacional, emissora que os reféns das Farc escutam na selva colombiana. O novo pedido do filho mais novo de Betancourt ocorre enquanto uma missão humanitária francesa está em Bogotá (capital colombiana) para tentar prestar assistência médica à refém que, segundo diversas informações, está em estado de saúde grave. IRMÃ Pouco antes das afirmações feitas por Delloye, Astrid Betancourt, irmã de Ingrid Betancourt, disse que a missão humanitária enviada pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, tem "ínfimas" chances de sucesso, mas agradeceu a tentativa. "Há uma resposta por parte das Farc que é clara. Não sei se há possibilidades de salvar a missão, mas acho que tem ínfimas chances. Mas não se deve descartar nada", disse Astrid, em referência às declarações do "chanceler" da guerrilha, Rodrigo Granda, que descartou libertações unilaterais. "Independentemente de essa missão triunfar ou não, temos de continuar tentando o caminho da negociação para a libertação dos reféns", disse Astrid, que convidou a comunidade internacional a aumentar a pressão sobre a guerrilha e sobre o governo do presidente colombiano, Álvaro Uribe. A irmã da refém agradeceu à França o esforço que está fazendo para a libertação de Ingrid, mas apostou mais no caminho da negociação que das medidas unilaterais. "O êxito desta missão humanitária dependia de um milagre, porque não foi feita em coordenação com as Farc nem pelos caminhos freqüentes, que passavam por ter avisado ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez", disse Astrid.