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MUNDO
Sexta-feira, 18 de Novembro de 2011, 18h:57

ESPANHA

Favorito nas eleições pede "tempo"

O provável futuro primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, de centro-direita, pediu ontem aos mercados que deem tempo para que ele inicie a recuperação do país caso saia vitorioso na eleição do próximo fim de semana. As pesquisas indicam um amplo favoritismo de Rajoy, do Partido Popular, sugerindo que o Partido Socialista será mais uma vítima política da crise financeira na zona do euro - que já levou à troca de governos na Grécia, Irlanda, Itália e Portugal. Quarta maior economia da união monetária europeia, a Espanha pagava na quinta-feira juros de quase 7 por cento nos seus títulos da dívida com vencimento em dez anos, um valor que economistas dizem ser insustentável, e que já levou outros países a recorrer à ajuda internacional. "Esperamos (...) que eles (mercados) percebam que há eleições aqui, e que os vencedores têm o direito a um mínimo de tempo, preferencialmente mais do que meia hora", disse Rajoy a uma rádio. Caso seja eleito, Rajoy só deve tomar posse por volta de 20 de dezembro. Mas, antes disso, espera-se que ele acalme os mercados apresentando detalhes de como pretende reduzir o déficit público e reformar e economia. No último pregão antes da eleição, a Bolsa de Madri fechou em alta, enquanto Londres, Frankfurt e Paris registraram baixas. "O mercado está subindo, em parte, por causa de uma recuperação técnica, e também porque estamos esperando que o PP ganhe maioria absoluta na eleição geral de domingo", disse Javier Galán, gerente de fundos da empresa Renta 4. Em uma campanha que foi dominada por questões econômicas, Rajoy prometeu cortes tributários para pequenas empresas que contratarem trabalhadores. O desemprego na Espanha ronda os 20 por cento. Mas a preocupação dos investidores não é só com a Espanha. Itália e França também despertam temores dos investidores, o que indica que, a não ser que haja uma solução mais ampla para a zona do euro, Rajoy não terá como salvar a Espanha do colapso. A ministra da Economia, Elena Salgado, mostrou-se resoluta ontem, dizendo que a Espanha terá como continuar se financiando, e que os juros sobre os títulos não refletem a realidade econômica.

Edição EDIÇÃO 16962




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