NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Sexta-feira, 19 de Junho de 2026

MUNDO
Terça-feira, 29 de Julho de 2008, 21h:01

‘GOLPE ELEITORAL’

Evo Morales ainda vê perigo

O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou ontem que ainda existe no país um risco de "golpe eleitoral" por parte de autoridades regionais de oposição que tentam impedir a realização de um referendo revogatório de mandato marcado para o dia 10 de agosto, e do qual Morales espera sair fortalecido. O líder boliviano, que vê no processo eleitoral uma forma de romper o cerco da oposição em torno da "revolução" socialista que pretende implantar, deu o alerta ao encerrar, na madrugada, um congresso de cocaleiros no qual foi confirmado como dirigente da categoria em que iniciou sua carreira política. No evento, Morales recebeu o apoio dos cocaleiros para a realização do referendo horas depois de o processo ter sido ratificado pela Corte Nacional Eleitoral (CNE), mediante uma resolução que derrubou a medida imposta pela Justiça na semana passada, em meio a esforços para impedir a votação. O líder boliviano, que nas últimas semanas recebeu o apoio dos presidentes Hugo Chávez, da Venezuela, e Luiz Inácio Lula da Silva, disse que alguns dos governadores departamentais tentariam boicotar o processo. "O aviso dado (pelos cocaleiros) às cortes eleitorais dos Departamentos é uma boa mensagem porque as cortes querem dar um golpe contra a democracia", disse Morales. O presidente, que, segundo várias pesquisas, teria seu mandato ratificado na votação, afirmou que o "golpe" contra a consulta popular tinha por objetivo impedir a finalização de um processo complexo de reforma da Constituição e proteger os governadores da oposição. Quatro dos nove Departamentos bolivianos desafiaram o governo central no começo deste ano ao aprovarem, em referendos regionais, uma maior autonomia.

Edição EDIÇÃO 16966




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL