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MUNDO
Quinta-feira, 09 de Abril de 2009, 19h:54

BOLÍVIA

Evo inicia greve de fome para exigir lei eleitoral

O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou que estava dando início a uma greve de fome ontem para pressionar o Congresso Nacional a aprovar a lei eleitoral necessária para convocar o pleito geral de 6 de dezembro. O Senado da Bolívia, liderado pela oposição, não aprovou uma lei para determinar a data para as eleições, que foram ordenadas por uma reforma constitucional apoiada por Evo e aprovada pelos eleitores em janeiro. Segundo a nova Constituição, o Congresso deveria promulgar a lei sobre as eleições até esta quinta. Evo, que assumiu o cargo em 2006, sugeriu que os líderes da oposição estão tentando bloquear as planejadas eleições de dezembro usando táticas de atraso. O presidente também disse que está começando a greve de fome "para defender o voto do povo". Catorze líderes de grupos trabalhistas e sociais disseram que estão se unindo ao presidente na greve de fome. Não foi informado quão rigorosa será a greve de fome, mas tais protestos na Bolívia geralmente envolvem beber água e mascar folhas de coca. A exigência da oposição de que haja uma repadronização geral dos eleitores antes de dezembro é tida nos meios políticos como o principal obstáculo a um acordo no Congresso. As autoridades eleitorais dizem que é impossível completar esta tarefa antes de um ano. Evo Morales denunciou novamente que a oposição busca na realidade impedir as eleições gerais de dezembro e as eleições regionais previstas para abril de 2010. "Ao pedir um novo padrão (de eleitores) é simplesmente decidir que não haja eleições nacionais (...), por isso este esforço (greve de fome) dos dirigentes do campo e da cidade, um esforço da autoridade principal, tudo pela defesa do voto sagrado do povo", acrescentou. O presidente, cuja provável reeleição deve ocorrer com folga nas urnas, iniciou um jejum no Palácio Quemado, acompanhado de uma dezena de dirigentes das organizações sociais, entre eles Pedro Montes, secretário-executivo da Central de Trabalhadores Boliviana. Montes e outros dirigentes que acompanham Evo no jejum disseram que a oposição conservadora seria responsável por qualquer consequência de um conflito político.

Edição EDIÇÃO 16967




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