A Justiça americana não vai indiciar nenhum agente da CIA [agência de inteligência americana] pela destruição de fitas de vídeo dos duros interrogatórios aplicados a suspeitos de terrorismo, informou ontem o Departamento de Justiça dos EUA A CIA destruiu em 2005 um acervo de 92 vídeos em que dois colaboradores da rede terrorista Al Qaeda - Abu Zubaydah e Abd al Nashiri - foram submetidos à tortura do "submarino", durante interrogatórios em uma prisão secreta da agência na Tailândia. A destruição das fitas veio à tona em dezembro de 2007, em reportagem do jornal "The New York Times", e a investigação começou em janeiro de 2008. A CIA alegou que precisava destruir as fitas para evitar que vazamentos pusessem em risco os interrogadores, mas críticos acusaram a agência de encobrir atos de tortura ilegais. "Em janeiro de 2008, o procurador-geral Michael Mukasey nomeou o procurador-assistente John Durham para investigar a destruição de fitas de interrogatórios de detidos por agentes da CIA", informou o porta-voz do Departamento de Justiça, Matthew Miller. "Desde aquele momento, uma equipe de procuradores e agentes do FBI liderados pelo senhor Durham conduziram uma investigação exaustiva sobre o assunto", continua. "Como resultado dessa investigação, o senhor Durham concluiu que não vai abrir um indiciamento pela destruição de videoteipes de interrogatórios."