O primeiro-ministro iraquiano Nuri al-Maliki acusou ontem a região autônoma do Curdistão, no norte do país, de acolher jihadistas que lançaram há um mês uma ofensiva no país. "Não podemos ficar em silêncio ante o fato de que Erbil [capital do Curdistão iraquiano] se tenha convertido num quartel-general para o Estado Islâmico, para o partido Baath, para Al Qaeda e para operações terroristas", declarou Maliki em seu discurso semanal na TV. O Baath é o partido dissolvido do ex-ditador Saddam Hussein, enquanto o EI é o grupo jihadistas ultra-radical que dirige a ofensiva no Iraque e que proclamou um califado nas zonas conquistadas entre a Síria e o Iraque. Ainda ontem, as forças iraquianas encontraram os corpos de cerca de 50 civis, executados a tiros, no norte da província de Babel, cerca de 100 km ao sul de Bagdá, informou uma fonte da polícia. Os cadáveres, que foram levados ao instituto legista para ser identificados, tinham os olhos vendados e disparos na cabeça e o peito. A descoberta aconteceu em um terreno agrícola abandonado na região de Al Hamza, ao sul da cidade de Hilla, capital provincial, e ainda não se sabem as circunstâncias nem a data da execução. A província de Babel foi recentemente palco de combates entre o exército e os insurgentes sunitas.