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MUNDO
Quarta-feira, 22 de Setembro de 2010, 19h:24

IRÃ

Brasil intercederá por americanos presos

Chanceler prometeu à norte-americana,libertada na semana passada depois de mais de um ano presa, que intercederia em favor do restante do grupo

RENATA GIRALDI
Da Agência Brasil – Brasília
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, confirmou ontem que pretende apelar ao presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, pela libertação dos dois norte-americanos presos em Teerã sob suspeita de espionagem. Ahmadinejad e Amorim conversaram no fim da tarde de ontem, em Nova York. Anteontem o chanceler prometeu à norte-americana, Sarah Shourd, de 31 anos, libertada na semana passada depois de mais de um ano presa, que intercederia em favor do restante do grupo. “Eu prometi às mães e à moça libertada que continuaríamos neste assunto”, afirmou Amorim, no intervalo das sessões da 65ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. “Mas temos de procurar o melhor caminho”, disse ele, lembrando que é preciso ter cuidado para conversar sobre certos temas em diplomacia. No último dia 14, Shourd foi libertada depois de um ano e quatro meses presa em Teerã. Para conseguir a liberdade foi paga uma fiança no valor de US$ 500 mil. A norte-americana, o noivo dela, Shane Bauer, e o amigo do casal, Josh Fattal, foram presos em junho de 2009. O grupo escalava as montanhas localizadas na região entre o Irã e o Iraque. As autoridades iranianas acusaram os três de espionagem. Os norte-americanos negaram a acusação. Anteontem na conversa com a Amorim, Shourd agradeceu o apoio do governo do Brasil em favor da libertação dela e apelou para que o mesmo esforço fosse feito em relação a Bauer e Fattal . Para Amorim, Ahmadinejad foi sensível ao apelo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em favor da libertação dos três norte-americanos. Os governos do Brasil e do Irã mantêm intensas relações políticas. O governo brasileiro apoia o programa nuclear iraniano, alvo de críticas e sanções da comunidade internacional. O Brasil e a Turquia votaram contra às restrições impostas pelo Conselho de Segurança da ONU ao Irã. POBREZA O Brasil é citado como exemplo nas principais discussões sobre combate à pobreza e à fome na 65ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Representantes dos Estados Unidos, da Espanha e da Nicarágua demonstraram interesse em negociar parcerias com o governo brasileiro. A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Márcia Lopes, disse que o segredo da eficiência está na decisão política. “O Brasil tomou uma decisão política de combater a fome e a pobreza. O Programa Fome Zero que propiciou isso com a integração de outros projetos”, ressaltou a ministra, nas mesas-redondas das quais participou. Segundo ela, é fundamental criar uma espécie de sistema único de programas de transferência de renda. O balanço dos avanços registrados pelo Brasil nos últimos anos foi apresentado nas Nações Unidas. Pelo menos 27,3 milhões de brasileiros saíram da faixa da pobreza extrema, no período de 1990 a 2008.

Edição EDIÇÃO 16967




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