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MUNDO
Sexta-feira, 21 de Maio de 2010, 20h:28

TRÁFICO DE DROGAS

Bolívia reforça fronteira com o Brasil e o Paraguai

O presidente boliviano, Evo Morales, ordenou que as Forças Armadas e a polícia de seu país reforcem a segurança na fronteira da Bolívia com Brasil e Paraguai, diante da presença na região de tráfico de drogas, de armas e exploração ilegal de recursos naturais, informouontem o governo boliviano. O vice-presidente do país, Álvaro García Linera, disse que Morales, em visita à Europa, ordenou que as Forças Armadas garantam "a soberania territorial" na região da Chiquitanía boliviana, na fronteira com Brasil e Paraguai. Linera disse que se trata de ter "presença militar, policial, produtiva, educativa em quase 30%" do território boliviano, onde há "baixa densidade demográfica, mas uma ampla riqueza produtiva, de biodiversidade, de minerais e de florestas". Segundo ele, os comandantes militares estão posicionando várias unidades do Exército, da Marinha e da Aeronáutica na região, "para ter um melhor controle do Estado e da soberania". O anúncio foi feito depois de denúncias de tráfico de drogas no Departamento (Estado) de Santa Cruz, região mais próspera do país. Foram descobertas várias fábricas de cocaína mantidas por colombianas nas últimas semanas, e houve uma chacina que deixou seis mortos, entre eles três seguranças, em um aparente ajuste de contas entre narcotraficantes. A Bolívia é o terceiro maior produtor de cocaína do mundo, com 195 toneladas ao ano, atrás de Colômbia e Peru, segundo relatório divulgado em março pelos EUA. OPERAÇÃO Nas últimas semanas, a força antidrogas da Bolívia encontrou no leste do país, em região fronteiriça com Brasil e Paraguai, diversos laboratórios para fabricar cocaína. Também houve uma matança de três sérvios e três bolivianos, aparentemente em um ajuste de contas entre duas quadrilhas de narcotraficantes. García afirmou que há um esforço das autoridades para detectar a possível existência de policiais e civis envolvidos com as quadrilhas. "Com o traslado de unidades militares do Exército, Marinha e Aeronáutica, vamos ter maior controle estatal de soberania nestas zonas fronteiriças", afirmou Linera.

Edição EDIÇÃO 16967




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