MUNDO
Sábado, 19 de Outubro de 2013, 13h:42
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DAMASCO
Atentado e confronto matam 16 soldados
Após o atentado, que causou um grande número de feridos, houve enfrentamentos entre rebeldes e tropas governamentais, que foram atacadas com bombas
Ao menos 16 soldados do Exército da Síria morreram ontem após a explosão de um carro-bomba seguido por um enfrentamento armado com rebeldes na cidade de Yaramana, de maioria cristã e próxima à Damasco, segundo fontes da oposição. A agência oficial síria "Sana" informou que um "atentado terrorista" contra um posto de controle militar entre as cidades de Yaramana e Mleha causou um número indeterminado de vítimas. No entanto, o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) afirmou que 16 soldados pró-governo morreram no atentado e nos combates que ocorreram após a explosão do carro-bomba. De acordo com essa organização, que conta com uma rede de ativistas, um suicida do grupo Frente al Nusra, vinculado à Al Qaeda, explodiu o veículo contra o posto de controle estabelecido junto ao laboratório farmacêutico Tameco em Yaramana. ENFRENTAMENTOS Após o atentado, que causou um grande número de feridos com gravidade, houve enfrentamentos entre rebeldes e tropas governamentais, que foram atacadas com bombas. Além disso, a Força Aérea do regime lançou quatro ataques aéreos sobre a cidade de Mleha, que é controlada pelos rebeldes, informou o OSDH. Yaramana foi cenário de atentados suicidas com carros-bomba que causaram dezenas de vítimas no passado. ATENTADO SUICIDA Um homem-bomba com explosivos amarrados em volta do peito matou pelo menos 13 pessoas ontem, do lado de fora de um restaurante popular onde estavam tropas somalis e etíopes na cidade de Baladweyne, na região central da Somália, informaram autoridades locais. O grupo militante islâmico somali Al Shabaab reivindicou a responsabilidade pelo ataque. "Um homem com uma jaqueta de explosivos entrou inesperadamente na loja de chá, onde soldados e civis se sentavam ... e se explodiu", disse um idoso que estava no local, Ahmed Nur, falando da cena da explosão. "Eu podia ver os corpos de vários soldados sendo carregados, mas eu não podia saber se estavam mortos ou feridos". As tropas etíopes têm lutado contra militantes islâmicos na vizinha Somália pela maior parte da última década. "Nosso alvo principal eram tropas etíopes e de Djibouti que invadiram nosso país. Eles estavam sentados lá", disse o Sheikh Abdiasis Abu Musab, porta-voz da operação militar da Al Shabaab. Ele disse que o número de mortos no ataque foi de 25, incluindo membros de tropas da Etiópia, Djibouti e Somália. Mais de 10 pessoas também ficaram feridas na explosão perto de uma base militar, disse o legislador local Dahir Amin Jesow à Reuters por telefone, de Baladweyne. AMEAÇA O líder da milícia fundamentalista islâmica somali Al-Shabab, Mukhtar Abu Zubeyr, conhecido como Ahmed Godane, disse que o grupo cometerá mais ataques como o do centro comercial Westgate, em Nairóbi, se o Quênia não retirar suas tropas do sul da Somália.