MUNDO
Quinta-feira, 18 de Setembro de 2014, 20h:46
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SÍRIA
48 morrem após ataque do governo em Homs
Dois dias de ataques aéreos deixaram várias mulheres e crianças entre os mortos, incluindo uma mãe que morreu com cinco de seus filhos, disse o OSDH
Pelo menos 48 pessoas, incluindo combatentes rebeldes, foram mortas em ataques aéreos do governo sírio em torno de uma cidade na província central de Homs, disse ontem a ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH). Dois dias de ataques aéreos deixaram várias mulheres e crianças entre os mortos, incluindo uma mãe que morreu com cinco de seus filhos, disse o OSDH, entidade com sede na Inglaterra que monitora a violência na Síria através de uma rede de fontes. Cerca de uma dezena de combatentes e vários comandantes rebeldes também foram mortos no bombardeio, que teve como alvo Talbiseh, uma localidade ao norte da cidade de Homs, na principal estrada norte-sul do país. Em maio, os rebeldes sírios abandonaram o seu último reduto no centro da cidade de Homs, um dos epicentros da revolta contra o presidente Bashar al-Assad. O número de mortos nos bombardeios em Talbiseh -ocorrido na terça e ontem - deve aumentar porque dezenas de pessoas, incluindo crianças, estavam em estado grave, disse o OSDH. Mais de 190 mil pessoas foram mortas no conflito sírio e milhões tiveram de abandonar suas casas, de acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas). O conflito começou em 2011 como um movimento de protesto pacífico e se transformou em guerra civil após a repressão do governo. Os rebeldes lutam para derrubar a ditadura de Assad. ISRAEL O grupo radical Hamas, que controla a faixa de Gaza, prendeu os responsáveis por lançar um foguete em Israel, segundo as forças de segurança do país disseram ontem. As Forças Armadas de Israel disseram na terça-feira que um projétil de morteiro foi disparado através da fronteira, no primeiro ataque desde o cessar-fogo que encerrou o conflito entre israelenses e palestinos em Gaza. Mais cedo, o Hamas havia negado ter conhecimento de qualquer ataque contra Israel e disse que as facções palestinas permaneciam comprometidas com a trégua, acertada em 26 de agosto. O disparo não causou danos ou vítimas, segundo os israelenses. JORNALISTA A jornalista afegã Palwasha Tokhi foi morta a facadas na terça-feira, segundo a rádio Bayan, onde ela trabalhava. De acordo com o diretor da rádio, Hafizullah Majidid, Tokhi atuava na área de mídia da força da Otan do Afeganistão e trabalhava em uma campanha contra o grupo Taleban, informou a agência de notícias Ansa. De acordo com o \"New York Times\", Tokhi é a sétima jornalista a morrer no Afeganistão em 2014, sendo dois estrangeiros. Este seria o ano mais violento para jornalista desde a queda do Taleban, em 2001.