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Cuiabá MT, Segunda-feira, 22 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Sábado, 05 de Julho de 2008, 15h:18

TELEVISÃO

Um programa especializado em cultura

A proposta é ser uma grande janela eletrônica das manifestações culturais brasileiras, mas principalmente da produção artística de Mato Grosso

A cultura em todas as suas formas e a experimentação estética. Com essa premissa começa a ser veiculado, pela TV Cidade Verde - Sistema Brasileiro de Televisão (SBT)–, o programa Diversidade – Mais Cultura na sua TV!. Com direção de Leonardo Sant’Ana e apresentação de José Paulo Traven, a atração pretende ser uma grande janela eletrônica das manifestações culturais brasileiras, mas principalmente para a produção artística de Mato Grosso. Com duração de 30 minutos, o programa propõe uma discussão sobre a cultura (universal, nacional e regional) e seus desdobramentos sócio-culturais, intercambiando valores populares e eruditos. E é por meio da mistura de elementos destas duas culturas que os idealizadores do Diversidade vão tentar mostrar o diferente, o diverso. A cultura com mais pontos a serem observados e discutidos. O produtor cultural José Paulo Traven, que vem experimentando o audiovisual desde 2005, explica que a intenção é produzir um programa que tenha o papel de incremento da cultura local, sem se tornar “regionalista”. “Em meio à globalização, adaptações de produções feitas lá fora e valorização da cultura norte-americana nos meios de comunicação de massa no Brasil, sempre é válido destacar um programa com enfoque no regional”, avalia. De acordo com o produtor/apresentador, neste contexto, é de extrema importância que os meios de comunicação e que mais pessoas assumam o contemporâneo papel de criadores, renovadores e/ou consolidadores de identidades culturais. “E é isso que estamos buscando”, sentencia. O diretor Leo Sant´Ana também compartilha da idéia. Para ele, a televisão brasileira passa hoje por um momento de reconstrução de suas bases e a qualidade do conteúdo tem sido importante pauta, passando pela potencialização de uma televisão pluralista, comprometida com as identidades brasileiras. “Os programas de cunho cultural podem ser uma importante ferramenta de avanços sociais e hoje, nos canais abertos, a programação cultural está inserida em algum quadro dos programas de variedades, em sua maioria”, opina, acrescentando que este fato sub-utiliza o seu potencial de transformação social. Programação - Na perspectiva de amenizar este quadro, os produtores propõe para o Diversidade metas como a democratização dos bens culturais, a popularização de conteúdos mais sofisticados e a potencialização do mercado cultural. Para isso, o programa conta com quadros de entrevistas com artistas e personalidades dos diversos segmentos, tanto locais como nacionais, coberturas de eventos, agenda cultural, matérias especiais, entre outros. “Utilizaremos uma linguagem ágil, com cortes rápidos e dinâmicos, o que facilita a simpatia e entretenimento, sempre de forma linear de modo que ruídos de comunicação possam ser amenizados”, lembra Sant´Ana. Ele explica que os quadros serão fixos, porém rotativos (fato que dará sempre uma perspectiva de novidade ao programa). Além disso, a preocupação é de também produzir quadros de interesse comunitários, como as questões ligadas aos bairros – estratégia que, segundo ele, é fundamental para geração de elementos de identidade e de utilidade social e um papel crucial de ponte entre os artistas, suas obras e o público. Portanto, a promessa é de um espaço onde se manterão sistematicamente conteúdos de caráter comunitário, cultural, histórico, ético, de conscientização. “Vamos trabalhar para desenvolver um projeto onde contenha a fruição da obra de arte, o prazer de ver e de fazer arte, a estética refinada. Vamos descortinar o desconhecido para nos levar a descobrir mais sobre nós mesmos”, filosofa o diretor, afirmando que assim, o público vai contar com diversão educativa e entretenimentos populares, no melhor sentido da palavra. Além do quadro Meu Bairro – que tem como diferencial a possibilidade de ser apresentado por um morador artista do local, o que amplia a identificação do público com o programa e também mostra pessoas comuns de maneira positiva, há também o Caminho do Bem, onde serão mostrados projetos que utilizam a cultura como forma de pontencializar o acesso e a cidadania. Já o quadro Parodoxo trará artistas do mesmo segmento (duas bandas, dois artistas plásticos, dois cineasta) para trabalharem conjuntamente na execução de uma obra. A parte especial é que os artistas seriam de gêneros diferentes. Exemplo: um músico erudito e um grupo de lambadão, um artista plástico e um grafiteiro entre outros. A cultura dos migrantes e o resgate da memória do cuiabano estarão expostas nos quadros Cuiabano de onde? e Memória Oral, respectivamente. O programa é uma realização da Terra do Sol, Empreendimentos Culturais e vai ao ar todos os sábados a partir das 11:45. (com assessoria)

Edição EDIÇÃO 16967




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