ILUSTRADO
Quarta-feira, 29 de Janeiro de 2014, 21h:26
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HOLOFOTE
RIP Delaby
O cartunista belga Philippe Delaby, que deu nova vida às histórias em quadrinhos como Murena, morreu terça-feira aos 53 anos, informou nesta quarta a editora Dargaud, com sede em Paris. Philippe Delaby era há quase 20 anos um dos maiores artistas dos quadrinhos (...), afirmou a editora em nota. Elogios Sua paixão, energia, atenção aos detalhes e a força de seus personagens fizeram da série em histórias em quadrinhos Murena, roteirizada por seu amigo Jean Dufaux, um sucesso internacional aclamado por milhares de leitores e reconhecida pelos maiores especialistas de Antiguidade Romana, ressaltou Dargaud. Berço belga Nascido em Tournai (Bélgica), em 1961, Philippe Delaby possuía talentos inatos como desenhista. A paixão pelos quadrinhos surgiu quando tinha 8 anos; aos 14, entrou para a Academia de Belas Artes de sua cidade natal, onde aperfeiçoou seus dons. Fascinado por Ingres e pelos mestres flamengos, aprendeu não somente o desenho, como também a pintura a óleo. Fez Tintin Aos 18 anos, Philippe Delaby venceu um concurso para jovens cartunistas que abriu as páginas da revista Tintin. Para a revista, ele traduziu em imagens, sobre cenários de Yves Duval, Arthur no Reino do Impossível e Ricardo Coração de Leão, dois épicos que lhe renderam o Prêmio Clio do Salão de História de Paris, em 1993. No mesmo ano, desenhou Bran, a história de um jovem gaulês. Estrela Polar Em 1994, com o escritor Luc Delisse, Philippe Delaby publicou em Lombard A Estrela Polar, um suspense de fantasia medieval. Em 1997, incentivado pelo escritor Jean Dufaux, ressuscitou de forma magistral a Roma imperial de Nero em Murena, publicado pela Dargaud e premiado em diversos festivais.