O gaúcho de Alegrete, Mário de Miranda Quintana, é um dos poetas brasileiros contemporâneos mais apreciados pelo público leitor em geral. Nasceu em 1906 e era filho de um farmacêutico. Seus primeiros trabalhos literários datam de 1919, quando ele ainda era um adolescente e estudava em Porto Alegre. Ainda jovem, perdeu seus pais e atirou-se na vida das letras, escrevendo, traduzindo e trabalhando na imprensa. Ainda moço sua escrita começa a despontar, o que lhe vale algumas premiações e reconhecimento. Preso à sua querida Porto Alegre, mesmo assim Quintana fez excelentes amigos entre os grandes intelectuais da época. Seus trabalhos eram elogiados por Carlos Drummond de Andrade, Vinícius de Morais, Cecília Meireles e João Cabral de Melo Neto, além de Manuel Bandeira. O fato de não ter ocupado uma vaga na Academia Brasileira de Letras só fez aguçar seu conhecido humor e sarcasmo. Depois de ter sido recusado pela terceira vez na Academia, compôs os célebres versos: Todos esses que aí estão/Atravancando meu caminho,/Eles passarão.../Eu passarinho! Mário Quintana faleceu na sua querida Porto Alegre, no dia 5 de maio de 1994, próximo de seus 87 anos, o poeta e escritor soube como poucos transpor a sua sabedoria e seu conhecimento para uma linguagem popular e de fácil entendimento: "Amigos não consultem os relógios quando um dia me for de vossas vidas... Porque o tempo é uma invenção da morte: não o conhece a vida - a verdadeira - em que basta um momento de poesia para nos dar a eternidade inteira". E, brincando com a morte: "A morte é a libertação total: a morte é quando a gente pode, afinal, estar deitado de sapatos"