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ILUSTRADO
Sábado, 16 de Junho de 2012, 12h:59

AGITAÇÃO

Pavilhão das Artes, receita que dá certo

Um espaço que surgiu em 2010 e se transformou num ponto de encontro e de muita agitação para os militantes da cultura mato-grossense

Ariane Laura
Da Reportagem
Em relativamente pouco tempo, o Centro Histórico de Cuiabá ganhou um espaço que vem provocando manifestações artísticas não só da Capital, mas também de todo o Estado e interagindo até com o cenário nacional. O Pavilhão das Artes começou a funcionar em agosto de 2010, no segundo piso do Palácio da Instrução, com o intuito de ser um espaço aberto à sociedade e fomento a produção artística contemporânea. De lá para cá o número de pessoas que participaram de cursos, oficinas e visitaram exposições só vem aumentando. A equipe do DC Ilustrado levantou os números dessa efervescência. Somente em 2010 o Pavilhão disponibilizou 12 oficinas das quais participaram 350 pessoas. No ano seguinte, já com o trabalho consolidado e com parceria da Secretaria de Estado de Cultura (SEC-MT), foram 67 ações entre cursos, palestras, seminários e exposições. Neste ano o número de pessoas que participaram das atividades aumentou muito. Até maio de 2012 foram 40 ações e 1575 pessoas registradas. “No primeiro ano era difícil mobilizar público. Atualmente o público acompanha a programação pelo site e todas as atividades desenvolvidas pelo Pavilhão estão sempre lotadas”, revela a idealizadora e coordenadora do Intercâmbio Cultural da SEC-MT, Magna Domingos. O Pavilhão funciona dentro do eixo: Escola Livre de Artes, Residência Artística, Ateliê Livre, Exposições e formação de público. As ações são planejadas para dentro dessas diretrizes. Magna Domingos comenta que a ideia surgiu da necessidade de Cuiabá ter um espaço de estímulo ao processo criativo voltado para as linguagens contemporâneas e de formação de público. “O secretário de Estado de Cultura na época, Oscemário Daltro, teve a ousadia de entender a importância de abrir as portas para os artistas e sociedade e o abraçou como uma política da SEC-MT. O espaço antes era ocupado pelos arquivos e as ações do Conselho Estadual. Hoje é um espaço totalmente tomado pelas atividades educacionais e expositivas do Pavilhão das Artes”, afirma. Conforme Magna, um dos fortes fatores que possibilita a continuidade e a consolidação do Pavilhão das Artes é a forte parceria de instituições, empresas e profissionais que contribuem para a viabilização, seja com serviços ou apoios às atividades do espaço. “O Pavilhão busca se viabilizar com parcerias, sabendo que o orçamento da Secretaria de Cultura é pequeno, e o Pavilhão tem uma missão maior do que o estado suporta. Ressaltamos aqui parcerias de instituições públicas e privadas como os Pontos de Cultura, Opaktan, Fisk, SEBRAE, UFMT, IFMT, Casa das Molduras, Funarte; entre tantos outros apoiadores e parceiros dessas ações”, frisa. A aluna Janete Ferreira da Silva, que participou da oficina “Poetas Nossos”, ministrada por Vinícius Masutti, comenta: “Poesia não tem preconceito e nem idade, tem verdades e estas precisam ser divulgadas, celebradas e compartilhadas. Espero que a oficina tenha continuidade porque esta foi muito boa”. Ainda de acordo com Magna, “apesar dos obstáculos ao longo do caminho, a maior e melhor resposta vem do público. Muitas pessoas já têm o Pavilhão como referência de atividades culturais e sabe que todo mês tem programação com atividades diferenciadas e gratuitas, voltadas para o público de todas as idades”, destaca. PROGRAMAÇÃO Para este mês de junho, as inscrições estão abertas para várias atividades. A oficina de pintura será ministrada pelo artista plástico Carlos Lopes, de 18 até 29, das 13h às 18 horas, com aulas segunda, quarta e sexta. A inscrição é gratuita, mas os alunos precisam levar os materiais que serão utilizados: um lápis nº 2B, um lápis nº 6B, uma borracha, um apontador, um papel causon A4 e tintas acrílicas nas cores amarela, vermelha, azul, preta, verde, laranja, roxo, branca, preta e marrom. “Risoterapia”, oficina de humor com o ator André D’Lucca é outra opção para o público. Esta acontece entre os dias 18 e 22, das 18h às 22 h, também no Pavilhão das Artes. O ator André D’Lucca está ministrando outra oficina, a de audiovisual. Esta acontece de 25 a 28, das 19h às 22h, no mesmo local. No campo das artes cênicas, o ator e pesquisador Jan Moura ministra o curso de teatro em grupo. A atividade teve início no dia 05 e prossegue até 28, das 19 h às 22h, no Pavilhão. Vale lembrar que a inscrição para todas as oficinas é gratuita, com emissão de certificados. Outra atividade realizada pelo Pavilhão é a exposição Ateliê Arauna do Formão ao Formato, que traz o trabalho do artista Sebastião Veloz. A abertura dessa exposição será na Praça das Bandeiras, no dia 21, às 20h. o público terá até o dia 05 de outubro para visitar a exposição. Mais informações pelo telefone (65) 3613-0205.

Edição EDIÇÃO 16964




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