NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Terça-feira, 16 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Sábado, 02 de Março de 2013, 11h:11

EGRÉGORA

(Parte Final)

Michèle Séguret
Especial para o Diário de Cuiabá
Somos convidados, com insistência, a decifrar o que está oculto (ocultismo), a descobrir o que está fora das coisas (esoterismo), a aprofundar o que nos espanta, porque, diz Aristóteles, “do espanto vem a Sabedoria”. A noção de Egrégora nos libera dos grilhões religiosos. Na verdade, somente, o Amor ao Bem e à Verdade, somente, nossa ação e nosso Coração nos conduzirão à Família Espiritual que nos corresponde, segundo a densidade de nosso espírito. Como Swedenborg, viajaremos em grupos unidos, sendo ensinados pelos diversos grupos de Anjos que formam sociedades à parte, elas próprias reagrupadas em um grande corpo porque, diz ele, “o céu é um grande homem”. Paulo, na Epístola aos Romanos (12) e em 1 Coríntios 12, escreve: “Formamos um único corpo com o Messias... Sim, o corpo é um, mas há vários membros, e todos os membros do corpo, que são numerosos, formam um único corpo”. Tal é a comunhão dos Santos. Jesus dissera: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, estarei entre eles”. No Apocalipse, João faz os Anjos responsáveis pelas Nações intervirem, porque somos responsáveis pelos erros coletivos cometidos. Ninguém pode lavar as mãos, como fez Pilatos: guerras, fomes, massacres diminuem nossa liberdade, porque participamos do egrégora da Terra; da mesma forma que os genes de nossa hereditariedade marcam a história de nosso corpo. Segundo a Bíblia, cidades inteiras foram punidas por causa de seu egrégora envenenado. Planeg escreveu: “Todo coletivo constitui, na verdade, uma família no espiritual e tem seu chefe. É a este chefe que o Espírito fala...”. Compreende-se, nessa ordem de ideias, que, jamais, deve-se responder ao ódio com o ódio, porque, então, os dois egrégoras selariam uma aliança estreita para nossa maior danação. Devemos estar convencidos que nenhuma de nossas aspirações para o Bem se perde e que nossa vida deve produzir Ideias-força poderosas. É o segredo da prece dos “fracos”. Se utilizamos ritos é porque eles constituem um apelo às forças elevadas. Se realizamos uma Cadeia de União, é para ligar o visível ao invisível num campo magnético fechado, onde as forças perpendiculares se projetarão. São egrégoras, ao mesmo tempo, criadores e receptores, escudos protetores e receptores de influências astrais e espirituais. São dinamização dos auras num objetivo preciso. Todo o esforço da vida iniciática tem por meta utilizar, da melhor maneira possível, nossa vida, nossos ímpetos, nosso amor, para equilibrá-los e fazer deles uma base sólida num esforço de continuidade e de ascensão. “Metamorfoseemo-nos pela mutação de nosso pensamento” – é o convite de Paulo na Epístola aos Romanos. Metamorfoseemo-nos pela mutação de nosso coração; é a via cardíaca martinista. O presente artigo pode ser encontrado em toda a sua íntegra na Revista Arte Real, uma publicação e comercialização de assinaturas da Grande Loja Maçônica do Estado de Mato Grosso. www.glemt.org.br – [email protected] e [email protected] Devemos estar convencidos que nenhuma de nossas aspirações para o Bem se perde e que nossa vida deve produzir Ideias-força poderosas. É o segredo da prece dos “fracos”.

Edição EDIÇÃO 16963




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL