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ILUSTRADO
Segunda-feira, 18 de Abril de 2011, 20h:30

OUTROS POVOS

Obras de autores indígenas neste 19/04

Um romance destinado aos pequenos leitores, de Elias Yaguakãg, e outro, com uma pegada mais juvenil, escrito pelas irmãs Inês Daflon e Maria Lúcia Daflon enfocam o universo índio

Para falar com crianças e jovens sobre uma cultura rica de tradições e de uma história cheia de lutas, a Editora FTD convidou um time digno de representar e transportar para a literatura traços da trajetória do povo indígena. São dois títulos que vem a calhar com este dia, o 19 de abril, quando se comemora o Dia do Índio. O primeiro romance é destinado para os pequenos leitores de Elias Yaguakãg, e o segundo, um romance juvenil escrito pelas irmãs Inês Daflon e Maria Lúcia Daflon. Em “Aventuras do Menino Kawã”, o escritor indígena Elias Yaguakãg apresenta uma fascinante história que acontece no coração da Floresta Amazônica. Kawã é um menino do povo indígena Maraguá. Ele vive numa aldeia às margens do rio Abacaxis, no sul do Amazonas, e seu maior desejo é tornar-se caçador-mor, um mirixawa. Mal sabe ele que já é predestinado a ser um caçador valente. Mas para realizar o seu grande sonho precisará vencer o medo, confiar no seu espírito protetor, o Tapirayawara, e passar por três provas: caçar uma onça-pintada, uma cobra-grande e um gavião-real. Já o livro Órfãos de Haximu, de Inês Daflon e Maria Lúcia Daflon, mistura ficção e fatos reais entre a Europa e a reserva indígena dos Yanomanis. O personagem principal, o inglês Daniel Tukano, não conseguia esconder com um sobrenome desses, o fato de que suas origens não eram apenas europeias. Filho de uma índia brasileira e de um médico inglês, ele foi criado na Inglaterra esperando que um dia seu pai respondesse aos inúmeros questionamentos do jovem rapaz. Ele sabia que sua mãe havia morrido no Brasil – e nada mais do que isso. A pele morena, o estilo exótico e as indagações dos amigos o impulsionavam ainda mais a conhecer suas origens. Quando o grande dia chegou – e enfim seu pai teve a coragem de desvendar alguns mistérios – Daniel soube que tinha uma irmã gêmea, criada pela mãe e que ambos nasceram numa reserva indígena dos Yanomanis. Por conta dessa cultura só um dos dois filhos deveria sobreviver. Quando seu pai viu que Daniel seria morto fugiu com ele para a Europa. O rapaz ficou ainda mais surpreso ao saber que sua mãe havia sido uma das vítimas no Massacre de Haximu, ocorrido em 1993. Um dos destaques da obra são as ilustrações, inspiradas no universo gráfico dos Yanomanis. (com assessoria)

Edição EDIÇÃO 16963




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