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ILUSTRADO
Quinta-feira, 22 de Abril de 2010, 21h:16

LITERATURA

O livro a leitura e as redes de sentido

Promover a leitura e o letramento é o que move o autor Rosemar Coenga que reúne em uma coletânea o estado da arte da pesquisa brasileira

Cláudio de Oliveira
Da Reportagem
Toda contribuição para a formação de novos leitores é bem vinda. Neste mundo sobrecarregado de informações visuais se engana quem pensa que a leitura tem a sua importância diminuída, pelo contrário, ela é fundamental. Estudando aqueles que seriam os responsáveis finais pela lapidação deste jovem leitor, os professores, Rosemar Coenga conclui o seu mestrado. Para Coenga, “a família ainda é o principal centro formador de leitor. Em segundo lugar vem a escola que tende a consertar ou dar condições favoráveis para este desenvolvimento”. Rosemar esteve no Diário de Cuiabá e durante a entrevista expôs uma lista de autores brasileiros que primam pela estética de qualidade. Cita inclusive Antonio Candido, crítica Literário, que diz que a literatura nos torna mais humanos. Rosemar lança hoje seu livro “Leitura e Literatura Infanto-Juvenil: redes de sentido” na Academia Mato-Grossense de Letras (AML) às 20h. O livro tem um capítulo sintético que retrata a sua tese de mestrado, mas vai muito além reunindo um time de pesquisadores, todos doutores ou pós-doutores, das melhores universidades do país, que discutem a leitura e o letramento. “O livro busca fornecer aos professores um material que possa auxiliar na formação do sujeito leitor. Espero que os professores possam se apropriar dos fundamentos presentes na obra” almeja Coenga. Para o professor graduado em Letras pela UFMT, especialista em Ensino-Aprendizagem de Língua Estrangeira e mestre em Educação, a curiosidade e o exmplo ainda são elementos fundamentais no processo de formação do leitor. Atualmente Rosemar é doutorando em Teoria Literária e Literaturas pela Universidade de Brasília (UnB), na linha de pesquisa Recepção e Práticas de Leitura e é integrante do Grupo de Estudos e Pesquisas em Leitura e Letramento (GEPPLL), da UFMT. Segundo Davi Arrigucci Jr., “a leitura nos leva para o espaço e o tempo sensíveis ao coração, o que é, para não dizer mais, uma forma de felicidade”. Coenga cita-o para depois afirmar que “cada vez mais consciente de que ser leitor é possibilidade de construção de um ser humano melhor, mais crítico, mais sensível, alguém capaz de se colocar no lugar do outro, alguém mais imaginativo e sonhador. Por isso, reuni nesta coletânea artigos de pesquisadores de diversas instituições, preocupados com a questão da pesquisa em leitura, formação do leitor e a literatura infantil e juvenil na perspectiva da teoria, da história e da crítica”. A obra Leitura e Literatura Infanto-Juvenil: redes de sentido é o resultado desse entusiasmo acadêmico permeado de um quadro rico de reflexões teóricas, alargando esse universo instigante que é a leitura e a literatura infantil e juvenil. A editora responsável é a Carlini e Caniato. Concluindo a entrevista Rosemar citou Daniel Pennac e os dez direitos imprescritíveis do leitor que reproduzimos neste dia mundial do livro, uma data peculiar para o lançamento. Os direitos do leitor (Daniel Pennac) O direito de não ler O direito de pular páginas O direito de não terminar um livro O direito de reler O direito de ler qualquer coisa O direito ao bovarismo (conceber-se diferente do que é) O direito de ler em qualquer lugar O direito de ler uma frase aqui e outra ali O direito de ler em voz alta O direito de calar

Edição EDIÇÃO 16966




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