Na semana passada 120 grafiteiros, brasileiros e estrangeiros, tomaram a conta das ruas de Belo Horizonte, convidados da 1ª Bienal Internacional de Grafite (BIG-BH). Em muros e painéis espalhados pela capital mineira os artistas inauguraram no sábado a primeira mostra do gênero. Até o dia 7 de setembro estão programadas intensas atividades, todas abertas ao público e gratuitas, como, por exemplo, o encontro entre artistas plásticos e grafiteiros para discutir sobre os rumos em cada área e analisar o intercâmbio possível que pode haver entre esses dois mundos. Entre os nomes que vão participar dessa reunião estão Fernando Pacheco, o Coletivo Xepa e o próprio curador do BIG, Rui Santana, representando a ala acadêmica, e os grafiteiros Mário Rufino, Wendell Oliveira e Testa. "O grafite é uma arte direta nas ruas, não passa pelo crivo de galerias ou de instituições. O apelo é direto com o espectador", sentencia Santana, que há pelo menos dez anos é envolvido com esse universo. Dez nomes internacionais, entre eles, o neozelandês Askew e o holandês Karski, também marcam presença no evento considerado inédito em todo o mundo. Confira a programação completa em www.bigbh.com.br.