ILUSTRADO
Quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009, 23h:34
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CINEMA
O esperado Avatar
História se passa no ano de 2154, num novo mundo além da imaginação
Claudio de Oliveira
Da Reportagem
Falar sobre um filme sem vê-lo é uma tarefa ingrata. Especialmente um filme como Avatar, que teve a sua pré-estreia ontem à noite, em Cuiabá, mas depois de fechada a edição do jornal de hoje. O remédio é recorrer às críticas nacionais e internacionais para passar uma ideia do que esperar do filme. A primeira dica é óbvia: altas expectativas frustram. A capacidade humana de sonhar é inalcançável. Sempre corremos o risco de esperar mais do que nos é oferecido. Avatar vem sendo desenvolvido por James Cameron (Exterminador do Futuro 1 e 2, Aliens, Titanic, entre outros) há quatro anos. O orçamento de produção foi estimado em US$ 230 milhões, sem o custo de lançamento que, segundo o jornal Folha de S.Paulo, pode engordar este orçamento atingindo a impressionante cifra de meio bilhão de dólares. A expectativa gerada pelo filme nasce pelas mãos do próprio Cameron que vem prometendo uma revolução no cinema. Avatar se passa no ano de 2154. Jake Sully (Sam Worthington; Exterminador do Futuro: A Salvação), um ex-militar paraplégico, é transportado para um novo mundo além da imaginação, habitado pela raça humanóide Na´vi. Ele tem seu DNA misturado ao DNA alien e com isso assume um corpo virtual de três metros de altura. Na verdade a descrição que faz a Folha é de uma conexão mental entre o corpo humano e o alienígena gerando clones artificiais. Em um programa no canal da Universal Estúdios o ator Sam sim em entrevista: um avatar é um corpo criado geneticamente que possui o DNA humano e o do extraterrestre misturados". A história é simples. A organização que se denomina Administração de Desenvolvimento e Recursos (RDA, em inglês) está em Pandora, um planeta lindo e selvagem, rico em unobtainium. Tal material vale bilhões só o quilo e é a solução para a crise energética da Terra, já que tudo foi consumado por aqui. Um dos pontos de maior concentração do valioso unobtainium é exatamente debaixo do local onde uma das tribos desse enorme planeta se situa, eles são os Navi. Para tentar evitar a perda de vidas de muitos nativos, todo um estudo da raça é gerenciado pela doutora Grace Augustine (Sigourney Weaver), que mantém contato direto com os Navi, tendo até ensinado inglês para alguns. A doutora, que é fluente na linguagem da tribo, se aproxima por meio de avatares. É então que entra Jake Sully. Seu irmão gêmeo fazia parte do projeto da dra. Grace, mas morreu pouco antes de experimentar seu avatar. Como os irmãos possuem semelhanças biológicas, Sully assume este avatar, mesmo sem nenhum treinamento anterior. Ele não conhece a língua e nem os costumes dos Navi, e parte às cegas, motivado principalmente pela possibilidade de poder andar novamente. É claro que ele acaba ficando dividido entre aquele povo e sua possibilidade de andar e os seres humanos. James Cameron conta que o mais difícil não foi elaborar o personagem Jake, mas sim achar o ator perfeito para interpretá-lo. Margery Simkin, responsável pela escalação do elenco, confessa que a produção passou meses analisando candidatos no mundo inteiro. Sam passou por muitos treinamentos específicos para o personagem. Ele foi levado para jogar basquete com cadeirantes e treinou com os fuzileiros. Além de aprender a falar outra língua. Para o crítico André Barcinski o filme é regular, porque os efeitos visuais chocantes do 3D se esmorecem com o passar do tempo e a história não é tão boa para suplantar as quase três horas de filme. Para Inácio Araujo, o filme não é ingênuo, apesar da temática não ser inédita, é interessante e muito bem desenvolvida. Para Ronaldo D`Arcadia, Cameron literalmente criou um universo tão palpável e real que temos o planeta Pandora como um lugar a ser visitado, e não uma ilusão de computador.(...) ideias simples com embalagens belíssimas. Para M. Martinez o filme não é senão uma experiência sensorial, e só vale a pena se for vivenciada em 3D. Cameron criou artifícios especiais para o longa. O 3D é feito com apenas uma câmera normalmente é feito com duas e também criou um monitor mágico que transforma os atores automaticamente em seus avatares digitais, tendo o resultado final na hora. Ele pôde acompanhar ao vivo no cenário virtual a atuação dos atores. Cameron disse ainda que toda a interpretação vista na tela foi criada pelos atores e que foi capturado 100% de todos os movimentos dos atores em todos os momentos. A finalização das expressões se deu com o auxílio do computador e dos atores, uma evolução da técnica de captura usada no personagem Golum de Senhor dos Anéis. Só no Multiplex Pantanal serão dezesseis sessões por dia. Metade delas em 3D. Com duas salas adaptadas a esta tecnologia, o espectador poderá optar por ver o filme dublado ou legendado. Outras duas salas sem a tecnologia 3D também têm cópias legenda e dublada. O Cinemais, no Shopping Três Américas, apesar de não ser em 3D, também disponibilizou duas salas para o blockbuster, que entra em 600 salas no Brasil. As salas 3D somam mais ou menos 500 lugares. Ou seja, para curtir o filme em sua plenitude você terá que se deslocar até o Shopping Pantanal e enfrentar as filas que com certeza se formarão. Aí vem a outra dica: compre pela internet e evite as filas da bilheteria. No Ingresso.com o espectador paga uma taxa mínima. O ingresso normal custa R$ 18 (inteira) no site você paga R$ 19,45 (inteira), valores de quinta-feira. No final de semana o ingresso noturno é de R$ 20, a taxa é a mesma R$ 1,45. No Pantanal o último caixa da bilheteria do lado direito (de quem olha de frente) é preferencial, você pode retirar os ingressos pagos na internet direto, sem fila. O filme sem a tecnologia 3D é outra opção para enfrentar menos filas e também gastar menos, o preço do ingresso é R$ 16 (Pantanal) e R$ 14 (Cinemais).