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Cuiabá MT, Domingo, 21 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Sábado, 14 de Setembro de 2013, 13h:06

ARTE REAL

NOVOS RUMOS (Primeira Parte)

Prof. Henrique José de Souza
Especial para o Diário de Cuiabá
Já tivemos ocasião de dizer: “Desgraçado daquele que ousar parar no meio do Caminho para olhar o que ficou atrás!” Não nos detenhamos a mirar com perigosa curiosidade o que deixamos na retaguarda. Um incêndio imenso o devora. Se não prosseguirmos seremos consumidos por suas chamas. Não pensemos, pois, no fogo que deixamos para lá, mui distante de onde nos encontramos! Mas, no vulcão que a tudo vitaliza: o Fogo do Espírito Criador, ou seja, o mesmo que há perto de mil anos, já profetizava Giachino da Fiore (abade calabrês), de quem nos fala Dante, que “passou o reino do Pai; está passando o do Filho e próximo, acha-se o do Espírito Santo”. Com efeito, reinou o Pai durante o apogeu do hinduísmo; o Filho, durante o verdadeiro cristianismo e, hoje, está germinando uma nova civilização, que nos há de conduzir ao Reino do Espírito Santo, cuja energia criadora, cuja inspiração... há de transformar, fatalmente, a face do mundo. O momento atual da Humanidade é bem semelhante ao que está consubstanciado nas incomparáveis palavras de um Ser elevado, a quem o vulgo prefere chamar de Kut-Humi: “Aqui, os egos retardatários perecem aos milhões (com vistas aos que tomam o citado Ser como patrono e, no entanto, repelem e truncam os seus ensinamentos...)”. É o momento solene em que os mais aptos sobrevivem e os inaptos são aniquilados. Somente, a matéria (o homem material) é obrigada por seu próprio peso (puramente, “tamásico”, ou a mais densa das três qualidades de matéria, dizemos nós) a descer até as profundezas do círculo de necessidade e de tomar aí uma forma animal. Quanto ao vencedor dessa trajetória, através dos mundos (os fatos são iguais em todas as manifestações da vida, dizemos nós), o ego espiritual subirá de estrela em estrela, de mundo em mundo, encontrando em sua progressão circular, sua antiga condição de Espírito Planetário Puro, porquanto, elevando-se mais alto, ainda, atingirá, finalmente, seu ponto de partida e daí imergir-se-á no Mistério. Nenhum Adepto, jamais, penetrou além do véu da matéria cósmica primitiva. “A mais perfeita visão superior é limitada ao Universo da Forma e da Matéria”. Do mesmo modo, quando tal Ser refere-se ao atual estado da Humanidade: “A cada passo nos acotovelamos nas ruas das cidades com seres não mais possuidores de alma”... Quando Kut-Humi fala em “seres sem alma”, não se refere à alma animal (Manas inferior) mas sim, à “Alma Divina” (Manas superior, etc.); mesmo porque ninguém pode viver sem ser animado por alguma coisa. A maioria vive pelos seus próprios atos e pensamentos animalizados (ou inferiores), ou melhor, de matéria puramente tamásica. O grande mistério da vida está em harmonizar as três qualidades de matéria (Rajas, Satwa e Tamas)... já que o homem possui três corpos, segundo Plutarco, e outros mais, e da harmonia perfeita entre eles (físico, astral ou psíquico e espiritual), nasce o Homem sintético, o Adepto, etc. Deles, fugiram todos os vestígios espirituais, por isso mesmo, caminho da Oitava esfera, que outra não é, dizemos nós, senão a que chamamos de Região do Não-Ser e até Zero Dimensão, já que acima e abaixo do SETE (evolução e involução!...) ou Tudo ou Nada! Medite!... quem quiser e... resolva quem puder! Como já dissemos, “O Universo evolui perpetuamente e, em espiral ascendente, a Humanidade inteira. E se, nessa espiral ascendente procurarmos o nosso aperfeiçoamento, as emoções e os pensamentos brilharão em toda vivíssima luz do Supremo Bem. Nada pode reter a evolução, e quem não a seguir será vítima de sua desgraçada incompreensão”. E outra razão não possui o que está consignado na seguinte passagem do Bhagavad-Gita: “Todas às vezes, ó filho de Bhâratâ, que Dharma (a lei justa) declina e Adharma (o contrário a Dharma) se levanta, Eu me manifesto para salvação dos bons e destruição dos maus. Para restabelecimento da Lei, Eu nasço em cada Yuga (Idade)”. E foi para o restabelecimento da Lei, que vieram ao mundo grandes e pequenos Seres; do mesmo modo que, certos movimentos da mais transcendente espiritualidade, em prol da felicidade humana! Um desses movimentos, é aquele em que a Sociedade Brasileira de Eubiose acha-se empenhada! Qual Loto nascido do fundo das águas, ela nasceu do lodaçal imundo em que está vivendo a Humanidade hodierna, a fim de que o perfume inigualável dos seus ensinamentos pudesse concorrer de algum modo para a Paz e a Felicidade entre os homens na Terra! Já dissemos: “Quando o homem chegar a dominar-se conscientemente, dominará também a Natureza, porque, conhecendo e obedecendo as suas leis, a Natureza escrava e submissa obedecerá as suas ordens. Porém, enquanto imperar o egoísmo entre os homens, os elementos transbordados serão tão caprichosos e cruéis como a humana natureza!” E são tais elementos transbordados (que se poderia chamar de excesso de matéria tamásica, em desequilíbrio, portanto, com as outras duas qualidades de matéria, a rajásica e a sátvica) de que a própria Lei serve-se para realizar a obra terrível, mas necessária, da destruição (segundo o Destruens et Construens!), para não dizer, da transformação do Mal em Bem, já que foi o próprio homem quem ousou inverter a face das coisas, senão, contrariar a Lei que a tudo e a todos rege, segundo estas proféticas palavras: “Quem semeia ventos, colhe tempestades”; “Quanto mais pesado fizeres o mundo, mais o mundo pesará sobre ti, etc.”. É o choque entre a Matéria e o Espírito (Prakriti e Purusha)! A Verdade Primordial - que se gastou com o tempo ou foi adulterada pela ignorância humana - contra si mesma mascarada de Mentira! É, portanto, para desmascarar a Mentira e apresentar ao mundo a Verdade, em sua original pureza, que trabalha a Lei, lançando mão da dor (que foi o próprio homem quem buscou para si mesmo), como único meio, aliás, com que se purificam as almas imprevidentes! (Voltaremos no próximo domingo, com a segunda e última parte do presente estudo – Nota do Editor) Coluna Arte real, neste espaço todos os domingos. O presente artigo pode ser encontrado em toda a sua íntegra na Revista Arte Real, uma publicação e comercialização de assinaturas da Grande Loja Maçônica do Estado de Mato Grosso. www.glemt.org.br – [email protected] e [email protected] “Nada pode reter a evolução, e quem não a seguir será vítima de sua desgraçada incompreensão”

Edição EDIÇÃO 16967




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