Um dos argumentos principais utilizados pelas artesãs Bakairi para deixarem de comercializar os artefatos com tradição superior a um século é a proibição de utilização de penas na confecção dos ornamentos e artefatos, por exemplo. A opinião unânime dos participantes do curso é que a cor e alegria das penas formam diferencial importante na arte indígena. Eles têm muito apreço e orgulho pelo artefato colorido. A pintura corporal é outro orgulho do Povo Bakairi, que tem pioneirismo nesta arte, que é transposta para quadros, máscaras sagradas e outros adornos. As redes de algodão cem por cento ecológico são outras ricas atrações das mulheres Bakairi. Dona VilintaTaukane, 78 anos, matriarca dos Taukane, conta que só o cultivo da roça demora nove meses e a fabricação da rede pode levar até 90 dias. Ou seja, quem adquirir uma rede Bakairi tem uma preciosidade. Hoje existem cerca de 20 redes prontinhas pra serem adquiridas, e na página do facebook KurÂrte Bakairi dá pra saber como adquirir o produto. Porém comerciantes e o público em geral que quiser adquirir os produtos já podem entrar em contato pelo e-mail
[email protected] a força de vontade desse povo, de manter a sustentabilidade e dignidade através de seu próprio trabalho, o advogado Adriano Boro Makuda que abordou sobre as questões legais envolvendo a comercialização de arte conta que o resultado do curso foi uma poesia à parte pra ele. A simplicidade, a sinceridade, a verdade, a alegria e o brilho no olhar de cada um dos Bakairi participantes do curso me fez sentir na profundeza da arte de viver a vida a grandiosidade do amor transmitida nas belezas da KurÂrteBakairi, riqueza do nosso País, concluiu Adriano. A consultora Creuza Medeiros ficou extasiada com o que viu no Povo Bakairi. A arte indígena deles é de extrema qualidade técnica, com alma, história e muito capricho. O aproveitamento das lideranças presentes no curso foi excelente, a animação é grande, pode esperar grandes resultados do Projeto Territórios Criativos naquela comunidade, afiançou. Futuro - Outro canal importantíssimo que está sendo criado é o site a ser lançado na última etapa do projeto Territórios Criativos indígenas, durante o evento Aldeia de Vivências, previsto para o próximo mês de dezembro,em Cuiabá, que contará com a presença dos indígenas das quatro etnias envolvidas no projeto: Bakairi, Umutina, Xavante e Chiquitano. Os produtos poderão ser encontrados no mês de setembro durante o evento Primavera dos Museus em alguns Museus parceiros em Cuiabá, como o Museu Histórico e de Arte Sacra, que mantém uma loja em seu interior. O Projeto, iniciado em 2014, desenvolve atividades de pesquisa e capacitação junto a quatro comunidades indígenas de Mato Grosso, com o intuito de projetar estratégias de sustentabilidade e geração de renda geridas pelas próprias comunidades. A coordenação geral do projeto é da professora doutora do NEC/UFMT, Ludmila Brandão e da professora doutora Naine Terena de Jesus, com financiamento do Ministério da Cultura e realização da UFMT. Para adquirir os produtos, gentileza enviar e-mail para
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