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ILUSTRADO
Terça-feira, 30 de Abril de 2013, 21h:08

EUBIOSE

MENSAGEM AO PÚBLICO

( I PARTE) PRONUNCIADA NA VI CONVENÇÃO PROMOVIDA PELO INSTITUTO CULTURAL ITAPARICA, EM B. HORIZONTE, EM 31/10/1969

LUIZ LÚCIO DANIEL
Especial para o Diário de Cuiabá
Deixamos aqui, desde já, os nossos agradecimentos pela vossa presença, conscientes dos valores de todos que participam conosco desta análise do Mundo Moderno, em particular, das perspectivas de uma Pedagogia, baseada em sugestões do Filósofo e Educador que foi o Professor Henrique José de Souza, Fundador do Movimento Cultural Brasileiro de “Eubiose”. Vimos aqui informar, como brasileiros que somos, a serviço do povo. “Povo”, palavra hoje tão pouco interpretada pelos que desconhecem os valores inerentes nos homens. Mas, nos homens sinceros consigo mesmos, que buscam a sua evolução na Face da Terra, seja qual for a sua raça, a sua posição social, as suas convicções. ESCOLA - TEATRO - TEMPLO Assim Henrique José de Souza preconizou uma Educação Integral, alertando para que os esforços dos demais Orientadores se conduzissem para a unificação dos legados das ciências, das artes e das filosofias. Uma nova linguagem frente aos segredos do Universo, porque cada vez mais este grande desconhecido se torna menos temido e mais respeitado. Respeitado porque as suas leis são desvendadas pelos que procuram no seu âmago, o sentido da vida, seja ele cientista ou filosófico, como elementos representativos de uma Humanidade que busca ainda a sua reintegração com a Natureza, em outras palavras, a espontaneidade do ser, como imagem de toda segurança e consequentemente, de toda felicidade. O acumulo de valores anuncia o progresso de alguém, mas a qualificação destes mesmos valores é que anuncia a sua evolução. Evoluir é qualificar e assim é exigida a Filosofia autentica de um Povo, que seja porta- voz da sua evolução. Pedimos que neste momento analisem a nossa deixa, de que sendo a sociedade brasileira, embora excessivamente heterogênica, possuidora de uma potencialidade genética pouco encontrada em outra parte do mundo, é neste cadinho que se encontram fundidas as raças representativas da presente época, ainda sem revelar o embrião ou o protótipo das novas gerações, capazes de sobreviver aos embates deflagrados pelas crises socioculturais, já instaladas nos chamados países desenvolvidos, embora carregados de conflitos de massa, pela destruição de velhos padrões de vida e a ausência de outros substitutos de níveis mais avançados. Tomo um aparte para dizer que segundo os mais altos expoentes filosóficos do hemisfério oriental, é apontado na América do Sul o Berço de uma Nova Civilização, como consequência do caldeamento racial intenso que aqui se faz notar. Pelo que se vê, a nossa responsabilidade não atinge somente o progresso da Nação, como aponta a nossa Bandeira, mas também, a sua evolução, calcada na síntese de experiências acumuladas por eras afins, através da “Árvore Genealógica” da qual descendemos e que carregamos na nossa personalidade. O momento é de intensa Transformação das nossas atitudes, das nossas percepções, dos nossos padrões seculares de vida. A Era do Espaço exige de nós uma flexibilidade maior, condizente com a extensão dos meios de comunicação, revelados pelos esforços humanos. A abstração da nossa intelectualidade, e da nossa sensibilidade, é o poder que guardamos para uma futura realidade, dirigida para a nossa adaptação consciente no Cosmos onde vivemos imersos. ARTHUR CLARKE - sábio escritor inglês, comentou que a alma humana imortal virá a existir, desde que o homem aprenda a registrar seu pensamento na própria estrutura do espaço (lembremos que numa obra do citado autor foi baseado o Filme “2001 Uma Odisséia no Espaço”). Consideremos aqui o apelo feito pelo gênio EINSTEIN, quando a cargo de Presidente da Comissão de Desesperos dos Cientistas do Átomo, em Nova Jérsei. Diz assim: “o nosso mundo está na iminência de uma crise de que ainda se não aperceberam aqueles que tem poder de tomar decisões para o bem ou para o mal. O poder desencadeado do átomo alterou tudo, exceto o nosso hábito de pensar, e nos encaminhamos para uma catástrofe sem precedentes. Nós cientistas, que libertamos esse imenso poder, possuímos a esmagadora responsabilidade, nesta luta mundial de vida ou de morte, de destruição. Necessitamos imediatamente de 200 mil dólares para uma campanha nacional, destinada a dar a conhecer aos homens, que é essencial uma nova forma de pensar, se a Humanidade quer sobreviver e atingir níveis mais altos”. Kruschev pouco depois declarava: “o que está dentro das pastas dos cientistas é pavoroso...”. A Ciência, a Arte e a Filosofia atingiram cumes desproporcionais e propendem para uma expansão descontrolada e dispersa, pouco legando à Humanidade donde saíram, os valores por elas conquistados, em prol de uma evolução coletiva paralela. O cego que anda, apoia-se ao paralítico que vê. Ambos se completam para realizarem num caminho comum, simbiótico. Não se conhece mais uma educação restrita às quatro paredes da coação que ainda, infelizmente, nos castiga ou nos premia na competição final deste Século, onde a “Liberdade” é o direito de agir, até onde a lei humana determinar. Os homens são dirigidos pela violência e pelo terror, porque ainda há mais homens destruidores do que construtivos. Porque ainda sofrem ou refletem a inadequação dos padrões humanos, que nem sequer conduzem aos caminhos que abriram a Ciência, a Arte e a Filosofia. Cada uma delas em separado, não conseguiu preencher as lacunas mofadas da vida moderna, entre elas as da educação, base da personalidade consciente ou medíocre de cada geração que surge. (até próxima semana, nota do revisor) Coluna Eubiose: Todas as quarta-feiras. Copyright© Sociedade Brasileira de Eubiose® - SBE – Todos os direitos reservados. Proibida alteração no texto. Permitida a reprodução, desde que sejam citados fonte e autor. Matéria extraída da Série Cultural da Sociedade Brasileira de Eubiose – SBE. www.eubiose.org.br e www.mosaicosdonovociclo.com.br e [email protected]

Edição EDIÇÃO 16964




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