ILUSTRADO
Quarta-feira, 26 de Setembro de 2012, 21h:27
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MAUS LENÇÓIS
Justiça condena Guilherme Fontes
A Justiça carioca condenou o ator Guilherme Fontes a devolver R$ 1,1 milhão à Petrobras Distribuidora e em mais de R$ 1,4 milhão à Petrobras S/A, com correção monetária e juros. Os valores foram repassados a Fontes para a produção do filme Chatô, O Rei do Brasil, em 1995. Guilherme Fontes assinou dois contratos e não os honrou, segundo os autos do processo. No primeiro, ele obteve R$ 1,3 milhão, mas como não concluiu o projeto lhe foi concedido novo prazo. No curso do novo prazo, foi feito o segundo contrato de patrocínio, com o mesmo objeto, no valor de R$ 2 milhões, que seriam liberados em sete parcelas. Como não cumpriu os compromissos assumidos, a última parcela do primeiro contrato e a sexta e sétima do segundo contrato não foram repassadas. O juiz Paulo Roberto Fragoso, da 31ª Vara Cível da Capital, disse na sentença que, como não cumpriu o contrato no prazo estipulado, o acusado está sujeito às sanções previstas. Cumpre salientar que o réu em sua defesa limitou-se a alegações vagas desprovidas de lastro probatório, ressaltou na decisão. O ator se manifestou por escrito à imprensa ressaltando que irá recorrer da decisão e que cedo ou tarde chegará a um acordo que satisfaça a todos; público, filme e patrocinadores. Ele informou ainda que o filme está em vias de ser lançado. Sou incansável e o filme é maravilhoso, com profissionais de primeiro escalão, garantiu ele, dizendo ainda que a Petrobras não cumpriu o contrato integralmente, por isso o projeto não pode ser finalizado. Além da devolução do dinheiro, Fontes foi condenado em 2010 a três anos, um mês e seis dias de reclusão por sonegação fiscal, pena convertida em trabalho comunitário e multa.