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Cuiabá MT, Terça-feira, 16 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Sábado, 30 de Agosto de 2008, 14h:10

VÍCIO

Informações para abandonar o tabagismo

Flávio Gikovate, psiquiatra e autor consagrado, lança quarta edição de obra que dá uma forcinha pra quem quer descartar o hábito de fumar

Baseando-se na sua experiência como ex-fumante e no vasto conhecimento na área da psicologia, Flávio Gikovate mostra no livro Cigarro: um adeus possível (MG Editores), em quarta edição revista, que a dependência do cigarro é tão terrível quanto a que decorre do uso de drogas ilícitas. Embora nas últimas décadas os malefícios do fumo tenham sido comprovados cientificamente, são poucos os que conseguem largar o vício com facilidade. E os que, a custa de muito sacrifício, conseguem fazê-lo vêem-se a todo momento na iminência de voltar a fumar. Segundo Gikovate, muito mais que adição química, o cigarro provoca dependência psicológica. A pessoa que fuma, ao ver-se sem seu “companheiro”, não sabe como agir, onde colocar as mãos, o que fazer com a boca. Sente falta do aconchego que o cigarro provoca, de seu efeito calmante ou estimulante. “Nem a dependência química nem a psicológica podem ser superadas sem dor. Qualquer tratamento para abandonar o vício impõe uma boa dose sofrimento. Por isso, é tão importante se conscientizar de que se trata de uma empreitada difícil, que requer muita determinação”, explica. Além de prejudicar o organismo – os fumantes têm muito mais chances de desenvolver doenças respiratórias, cardiovasculares e outros tipos de moléstia, como o câncer –, o cigarro acaba se tornando uma muleta, sem a qual o indivíduo não parece ter forças para viver. O maior problema na fase inicial do tratamento, segundo o psicoterapeuta, é a “fissura”, relacionada à dependência química. “De tempos em tempos vem um desejo lancinante de pegar o cigarro e inspirar a fumaça bem profundamente. É fato que o desejo passa de forma espontânea quando não se inala a fumaça com nicotina, mas a impressão é a de que o desconforto só passa fumando um cigarro”, diz Gikovate. No livro, ele desvenda o ciclo de dependência em relação ao cigarro e mostra como é difícil parar de fumar. Porém, partindo de sua experiência pessoal e clínica, mostra que é possível largar o cigarro usando a racionalidade e o bom senso, por mais dolorido que seja o processo. Não se trata de dicas milagrosas. Ao contrário, o método proposto pelo psicoterapeuta exige muita força de vontade e o uso constante da razão. Porém, Gikovate mostra que é possível romper com a dependência – desde que se esteja disposto a mergulhar nos verdadeiros motivos que levam alguém a viciar-se em qualquer objeto externo. Destinada a fumantes e familiares e amigos de pessoas que fumam, a obra – sem fazer julgamentos morais ou prometer resultados impossíveis – oferece opções reais para quem quer deixar de fumar. Flávio Gikovate é médico psiquiatra formado pela USP em 1966. Trabalha com psicoterapia breve, tendo atendido mais de oito mil pacientes. É conferencista e autor consagrado, com várias obras publicadas – inclusive no exterior –, que somam um milhão de livros vendidos. (com assessoria)

Edição EDIÇÃO 16964




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