ILUSTRADO
Segunda-feira, 12 de Novembro de 2012, 21h:29
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HOLOFOTE
Homenagem póstuma ao
Homenagem póstuma ao Cuiabano Chapa e Cruz Nós que temos o entendimento altruísta de que o desparecimento material, não significa o término de tudo, temos sempre a esperança na inteligência do Supremo Arquiteto do Universo, Senhor absoluto de tudo, que até o tudo a ele pertence. Ao mesmo tempo em que a tristeza prepara-se para aninhar nos nossos seres, a alegria na esperança no Mestre dos Mestres faz ninho, também no nosso ser, amenizando as dores da perda e estimulando-nos à esperança do porvir. E como seria triste e lamentavelmente desesperador se não tivéssemos fé de que, partimos para outras dimensões, deixando para traz apenas os nossos restos materiais, que apesar de restos, nos fustigam com a doída lembrança da pessoa que se foi! Nós que ficamos, para aqueles que possuem fé, a certeza nos dá a convicção de que logo nos uniremos na família dos profetas: Abraão, Isaac e Jacob. Temos perdido muitos amigos e parentes, porém, sempre com a esperança da premissa já aludida, afinal quem somos? Senão passageiros neste efêmero prazo de vida material? Mas... nosso Supremo Deus, além de absoluto é inteligente, e não permitiria que para este planeta azul viéssemos, apenas, para cumprir a Lei de Lavoiser: Na natureza nada se cria, nada se perde e tudo se transforma. Dei-lhe o epíteto (alcunha) de O CAVALEIRO DA UTOPIA, pois, era tão grande o seu sentimento de transformação para melhor do Povo Cuiabano, quando Prefeito de Cuiabá, que outra alcunha não lhe caberia na dimensão exata que esta já dita. Era tão grande seu entusiasmo que, chegava a contaminar, como no meu caso, com sua vontade altaneira e progressista! Imaginem que, no Comando do 9º BEC, gerenciando a abertura da estrada de integração nacional, com demanda ao Norte do País cortando a Amazônia Mato-grossense e a Amazônia propriamente dita, atingindo o Pará e o Atlântico Norte, nessa magna empreitada efetuou uma campanha para que utilizasse os caroços de manga, objetivando ao plantio ao longo da imensa estrada, visando a prover alimento para os que dela utilizassem. O Comando era de Coronel, a Visão de Estadista que, embora não nascido em Cuiabá, amava-a como poucos e isso provou deixando sua enorme e digna prole nesta cidade de D. Aquino e Antônio Peteté. À Dona Zulmira, nossas condolências. Fato curioso aconteceu, quando nos encontramos na Clínica de Radiologia, semanas atrás, e tive o privilégio em conversando com o mesmo, dizer que, sua passagem na Prefeitura, foi fato inédito, marcado pela honradez, dignidade, além do elevadíssimo espírito humanitário. Que Deus o tenha em seus braços, e nós ficaremos a curtir a dor irreparável da perda. Meu amigo Coronel José Meirelles! Acadêmico Moisés Mendes Martins Júnior - Cadeira 8